quarta-feira, 4 de novembro de 2009
PARADA CARDÍACA: Respiração boca a boca é prejudicial
A respiração boca a boca, que durante muito tempo foi considerada uma aliada no atendimento de emergência em casos de parada cardíaca, agora é vista como prejudicial. Estudos realizados nos Estados Unidos revelam que a realização de massagem cardíaca isoladamente é mais eficaz do que aplicá-la aliada à respiração. Os cardiologistas vão além. Segundo eles, a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) atrapalha, principalmente nos dez primeiros minutos do atendimento.
Tal mudança faz parte das novas diretrizes da ILCOR (Aliança Internacional dos Comitês de Ressuscitação), que passam a valer a partir de 2010 no mundo todo. Os protocolos de atendimento são atualizados a cada cinco anos. No Brasil, as novidades foram apresentadas na semana passada, em São Paulo, durante o Simpósio de Emergências Cardiovasculares e Ressuscitação.
Sérgio Timerman, presidente do evento e cardiologista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), destaca que massagem ou compressão torácica deve ser realizada sem interrupções, principalmente nos dez primeiros minutos no processo de ressuscitação. “Quando a respiração boca a boca é adotada, automaticamente a massagem cardíaca é interrompida, já que o os dois procedimentos são intercalados”, explica.
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