FedEx compra Rapidão Cometa

quinta-feira, 31 de maio de 2012 Marcadores:

A companhia americana FedEx, gigante de entregas e logística presente em 220 países e territórios, com faturamento de US$ 42 bilhões, comprou a pernambucana Rapidão Cometa, uma das maiores do Brasil na área, com faturamento estimado em R$ 1 bilhão para 2011 e capacidade de atingir 5.300 localidades no País. A aquisição foi divulgada na terça pela FedEx, única a comentar o negócio, ainda que tenha detalhado pouco a compra. Segundo ela, haverá integração dos negócios em um período de 18 a 24 meses.

No comunicado sobre a compra, o presidente da FedEx Express América Latina e Caribe, Juan N. Cento, fala sobre o potencial da economia brasileira e da área de logística. Segundo ele, a aquisição de um dos maiores fornecedores em soluções de logística no Brasil vai possibilitar a oferta de um portfólio mais abrangente no País, incluindo transporte aéreo internaciona l expresso e serviços de maior valor agregado, como cadeia de suprimentos e soluções logísticas.

Mas as oportunidades não estão apenas em negócios novos. O atual portfólio da pernambucana já enche os olhos. A Rapidão Cometa está à frente de um terminal alfandegado em Suape, com posto da Receita Federal, uma unidade que até o ano passado movimentava 670 mil toneladas por mês. Sem contar os segmentos tradicionais, de transporte expresso e soluções de logística integrada de carga, trabalhando por chão e pelo ar.

A pernambucana faturou R$ 864 milhões em 2010 e, para o ano passado, estimava R$ 1 bilhão.

Do outro lado, o da compradora, os números são ainda mais impressionantes. Tanto assim que a FedEx chegou ao Brasil primeiro pelo cinema, aparecendo em filmes como O Náufrago, com Tom Hanks, onde o protagonista, um funcionário da empresa, fica preso em uma ilha com uma encomenda lacrada e, apesar do isolamento, não viola o pacote.

Essa empresa de classe mun dial reparou na pernambucana em 2001, quando ambas fecharam acordo para a Rapidão Cometa ser a representante brasileira da multinacional. Na época, era só um contrato operacional.

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