Eurico rebate acusações, reclama de "dupla punição" e acusa PM de retaliação

Normalmente, quem costuma dar entrevista coletiva depois das partidas são os treinadores. No caso do Vasco, após o empate em 0 a 0 contra o Santos no Estádio Nilton Santos, seria o auxiliar Ednelson Silva - já que Milton Mendes está suspenso. Mas quem pediu a palavra, mais uma vez, foi o presidente do clube, Eurico Miranda.

Sobre o jogo, o mandatário Cruz-Maltino se resumiu a dizer "Se tivesse que sair um vencedor dessa partida, teria que ser o Vasco". O assunto que queria falar era novamente a confusão ocorrida no clássico contra o Flamengo, no último sábado.

Ao longo de quase meia hora de coletiva, o dirigente buscou eximir a diretoria do Vasco de culpa no episódio, acusou a Polícia Milita de retaliação e rebateu uma reportagem exibida pelo Jornal Nacional na qual mostra que o Gepe investiga a atuação de membros de uma torcida organizada - suspensa por atos violentos - atuando como funcionários do clube em dias de jogos em São Januário.

Eurico acusou a PM de ser a responsável pela morte de um torcedor na confusão e criticou a conduta do Gepe (Grupamento Especial de Policiamento em Estádios):

- Criar-se atmosfera que o Vasco teria sido culpado pelo que aconteceu? O Vasco não tinha interesse nenhum no que aconteceu. Atuação da PM foi abusiva, temerária, excessiva, negligente. Demonstrou incompetência. Vasco representa resistência para que as coisas não sejam feitas de acordo com interesses outros.

- A pessoa que morreu, morreu a quatro quadras do estádio do Vasco. E foi o PM que atirou. Teve um PM que atirou bombas de gás lacrimogênio e ainda se vangloriou. A PM tomou alguma medida a respeito? Quem pediu para fazer a revista foi a PM, não o Vasco. O Vasco não fez nada que não fosse dentro do estipulado previamente - afirmou Eurico.

Eurico também lamentou o prejuízo com a ausência da torcida no Nilton Santos. São Januário foi interdidado pelo STJD, e o Departamento de Competições da CBF determinou a realização do jogo deste domingo com portões fechados, alegando questões de segurança. O dirigente classificou as medidas como uma "punição dupla", pois além de não vender ingressos, o clube precisa alugar um estádio para atuar.

- Prejuízo por alto de mais de R$ 1 milhão. Levando em conta o que deixa de arrecadar e o que tem que gastar. Vasco recebeu dupla punição. Jogar fora de São Januário e com portões fechados. Futebol sem torcedor é como se fosse um treino fechado. Jogo de hoje era para ter estádio lotado, com sua torcida. Não pode dar segurança em São Januário, mas aqui pode? Onde mataram um com espeto.

Comentários