'Falta homem hétero no mercado pornô', diz atriz com quatro indicações ao prêmio Sexy Hot

Falta homem hétero no mercado pornô porque o trabalho dele é mais difícil que o nosso, embora o preconceito recaia mais nas mulheres, afirma a atriz Fabi Thompson, 33, campeã de indicações ao prêmio Sexy Hot 2017, o Oscar do pornô no Brasil.

A cerimônia aconteceu na última terça-feira (6) na Estação São Paulo, em Pinheiros (zona oeste), e foi apresentada pelo cantor Léo Jaime, mesmo anfitrião da edição do ano passado. O evento também contou com a presença da drag queen Pabllo Vittar, que entregou os troféus para os ganhadores das categorias ator e atriz homo e atriz trans.
Neste ano, Fabi concorre em quatro categorias: melhor cena de sexo oral, de orgia e melhor atriz hétero (votação popular) e melhor cena homofeminina (escolhida pelo júri). Em 2014, ganhou o prêmio de melhor atriz. Como o mercado pornográfico está fraco de ator, Fabi explica que precisou variar e atuar em outros filmes do segmento, como os homoafetivos. Hoje em dia tem de tudo. Meio a meio. As cenas que mais gosto de fazer são hétero, mas como há poucos homens no mercado pornô, também comecei a fazer com mulheres.

Sobre as indicações, a gaúcha lembra que está no mercado há 11 anos e que sempre gostou de fazer pornô. Estou bem feliz. Trabalho desde o tempo em que não existia o prêmio. Ser indicada em várias categorias é um reconhecimento. Espero ganhar pelo menos um. Se não ganhar, vou ficar muito chateada.
A atriz conta que recebe muito carinho dos fãs e que nunca foi hostilizada. Tem assédio, mas os fãs são bem respeitosos e nunca fui hostilizada. Há muito carinho e respeito, e faço o que eu gosto, não tenho vergonha.

Fabi afirma que o prêmio é importante porque a indústria brasileira pornô ainda é pequena e sofre concorrência da internet e da pirataria. "Se tivesse mais canais no Brasil, nós teríamos mais trabalho, como aconteceu nos Estados Unidos. Aqui, o pessoal tem mais dificuldade de se reinventar e a qualidade cai".
Esta é quarta edição do prêmio Sexy Hot, que recebeu 200 inscrições para 17 categorias, sendo 13 delas por votação popular e quatro por júri técnico -formado por Stanlay Miranda (produtor e diretor de filmes adultos), Mariana Baltar (doutora em comunicação pela UFF), Rafinha Bastos e Paulo Cursino (escritor e roteirista).

Será a primeira vez que o evento foi a transmissão direta do canal do Sexy Hot, o Só para Maiores, no YouTube.

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