Família de acusado de atirar em transexual nega versão e atribui crime a PM

Uma transexual tetraplégica e dois acusados presos pelo mesmo crime. Este é o saldo de um atentado praticado na cidade de Presidente Dutra, no Centro Norte da Bahia, no dia 2 de abril deste ano. Naquela noite de domingo, a transexual Bárbara Trindade, a Babi, de 22 anos, foi atingida na coluna vertebral e no maxilar.

De acordo com o inquérito policial, ela foi atraída para um encontro com um homem em uma rua pouco iluminada nas imediações da Câmara de Vereadores e, por volta das 23h, foi alvejada. Dois homens teriam chegado ao local em uma motocicleta e um deles efetuou os disparos. 

Enquanto Babi era socorrida para o Hospital Regional de Irecê, pessoas próximas a ela teriam visualizado as últimas mensagens no celular da vítima. O perfil suspeito continha foto e nome do frentista Domingos Mendes, de 20 anos. A identificação foi o bastante para que o jovem fosse preso acusado de autoria do crime. A versão, no entanto, é negada pelo acusado e seus familiares.

Em conversa com o BNews, o pai e uma prima de Domingos afirmam que o jovem é vítima de uma ‘armação’ planejada por um policial militar, de prenome Paulo Roberto. De acordo com a versão dos parentes do jovem, que está preso há quatro meses na delegacia local, o PM teve um caso com a transexual há cerca de cinco anos. 

Segundo conta a família, uma foto em que os dois aparecem deitados em uma cama teria sido compartilhada exaustivamente entre os moradores da cidade, tornando o caso público, o que provocou a ira do policial. Após o vazamento da foto, Bárbara teria deixado a cidade por conta de ameaças do policial. Segundo afirmado pelos parentes de Domingos, o atentado contra Babi ocorreu na mesma semana em que a transexual havia retornado à cidade de Presidente Dutra. 

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