segunda-feira, 19 de abril de 2010
Ministro rechaça aumento de 7,7% para aposentados
O governo não tem recursos para bancar um reajuste de 7,7% para aposentados que ganham acima do salário mínimo, conforme defende a oposição no Congresso, afirmou nesta segunda-feira o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas(foto).
"Se o ministro da Fazenda encontrar fonte de custeio e o presidente autorizar, vou acatar. Sei que os aposentados reivindicam isso, mas é preciso levar esse debate para a sociedade", disse ele durante evento na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
O acordo feito pelo governo com os sindicatos e as entidades representativas de aposentados apontou para um aumento de 6,14%, cujo impacto nas contas da União é estimado em R$ 6,7 bilhões. A medida provisória do Executivo contempla esses 6,14% e é sobre ela que vem acontecendo o debate no Congresso.
Segundo o ministro, o reajuste de 7% elevaria o gasto em R$ 1,1 bilhão. Se chegar a 7,7%, seriam mais de R$ 1,8 bilhão.
De acordo com Gabas, há brechas para um acordo político que permita um aumento de 7%. "Seria uma forma de chegar a um ponto de equilíbrio", afirmou.
Pelos critérios atuais, o governo usa como parâmetros para o reajuste dos aposentados que ganham acima de um salário mínimo o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado pelo IBGE, mais 50% do Produto Interno Bruto (PIB) relativo a dois anos antes da data do aumento.
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