terça-feira, 20 de abril de 2010

Missão dos EUA a asteroide é mais arriscada do que ir à Lua


A chegada do homem à lua foi uma conquista imensa. Agora, o presidente deu à Nasa uma tarefa ainda mais difícil, com certa qualidade hollywoodiana: enviar astronautas a um asteroide, uma rocha gigante em velocidade, daqui a apenas 15 anos.

Especialistas espaciais dizem que essa viagem poderia levar muito mais meses do que a viagem à lua e apresentar perigos muito maiores. "É realmente a coisa mais difícil que podemos fazer", disse Charles Bolden, administrador da Nasa.

Uma viagem a um asteroide pode fornecer treinamento vital para uma missão futura a Marte. A missão ajudaria a desvendar segredos sobre como nosso sistema solar se formou. E também poderia dar à humanidade o know-how para realizar algo que foi feito apenas em filmes por alguns heróis estrábicos de queixo quadrado: salvar a Terra de uma colisão com um asteroide mortal.

A Nasa acompanha quase sete mil objetos próximos à Terra com diâmetro maior do que alguns metros. Desses, 1.111 são "asteroides potencialmente perigosos". Objetos maiores do que 1 km são grandes aniquiladores e atingem a Terra a cada algumas centenas de milhares de anos. Os cientistas acreditam que um asteroide com cerca de 9,5 km de diâmetro levou os dinossauros à extinção 65 milhões de anos atrás.

Aterrissar num asteroide e mudar seu curso no tempo preciso "iria demonstrar de uma vez por todas que somos mais inteligentes que os dinossauros e conseguimos evitar o que eles não conseguiram", disse o conselheiro científico da Casa Branca John Holdren.

Especialistas não têm em mente nenhum asteroide em particular para a viagem ao espaço profundo, mas existem algumas dúzias de candidatos, a maioria dos quais localizados até oito milhões de quilômetros da Terra. Isso é o equivalente a 20 vezes a distância da lua, que em média se localiza a cerca de 384 mil quilômetros da Terra.

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