
O futebol se resolve dentro de campo, mas se o clássico destes domingo entre Corinthians e São Paulo repetir a disparidade de números fora de campo, a Fiel torcida vai assistir a uma goleada no Majestoso.
Fora das quatro linhas, o Alvinegro tem números superiores aos obtidos pelo seu rival, principalmente, na atual temporada. Diferença essa percebida até mesmo no comportamento de seus dirigentes após os momentos de turbulência.
A começar pelas cifras que envolvem o marketing dos rivais. Enquanto o Corinthians bateu recorde no futebol brasileiro ao fechar com o Grupo Hypermarcas (Neo Química, Bozzano e Assim), por R$ 38 milhões, com o Grupo Silvio Santos (Banco PanAmericano), por R$ 7 milhões, além da empresa de telefonia TIM, superando a casa dos R$ 45 milhões de patrocínio na camisa, o marketing do São Paulo não conseguiu estampar marca fixa.
A saída, então, foi apelar aos patrocínios esporádicos, que somarão cerca de R$ 15 mi em 2010, montante parecido com o valor arrecadado em 2009 – Timão fez o mesmo no início do ano passado, antes da Batavo.
Mesmo sem jogar no Morumbi, público e renda corintianos também são superiores no ano. Mesmo com o aumento no valor dos ingressos, que chegou a 500 reais, 481.712 pagantes proporcionaram ao clube R$ 20,3 milhões com bilheteria. Já o Tricolor, que disputou as mesmas competições e usou um palco de maior capacidade, teve 472.451 pagantes e uma renda bruta de R$ 15,3 milhões.
A superioridade corintiana fora de campo foi mostrada até no comportamento pós-eliminação na Libertadores. Apesar do fim do sonho no ano do centenário e da pressão da Gaviões pela demissão de Mano, Andrés Sanchez bancou sua permanência. Já os dirigentes tricolores não tiveram paciência com Ricardo Gomes, que caiu após sair da disputa.
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