sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ministério mantém vacinação antirrábica de animais


O Ministério da Saúde divulgou, nesta sexta-feira, uma nota em que afirma a continuidade da campanha de vacinação antirrábica animal em todo o território nacional. Segundo o ministério, as mortes de cães registradas até o momento não justificam a interrupção, pois os números estão abaixo do relatado na literatura internacional.

"A não vacinação de animais contra raiva representa um risco para a vida da população, pois podem gerar a ocorrência de casos humanos, que possuem taxa de letalidade próxima de 100%", afirma a nota.

O ministério diz que foi comunicado de nove eventos graves, sendo oito deles mortes. Na região metropolitana foram dois casos, São Paulo teve quatro e Guarulhos (SP), três. Segundo as autoridades, já foram vacinados 309.031 animais, entre cães e gatos, o que situa a taxa de letalidade da vacina em 0,0029%. O esperado pelo produtor da vacina é uma taxa de 0,01% e o registrado pela literatura veterinária internacional é de 0,445%.

"Cabe destacar, ainda, que outros 4 estados que receberam a mesma vacina também não relataram ocorrência de eventos graves", diz o texto divulgado pelo ministério. As mortes são atribuídas a fatores como a hipersensibilidade do animal a compostos da vacina, local de conservação, manejo do animal no momento da aplicação, doenças concomitantes, idade, número de doses aplicadas, tipo de agulha e seringa e via de administração.

A vacina antirrábica utilizada atualmente é produzida em cultivo de células, cuja resposta imunológica é de um ano. A vacina anterior assegurava uma proteção entre seis e sete meses. A vacina de cultivo celular é a recomendada atualmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e utilizada em diversos países. Desde 2003, o laboratório produtor tem registro e licença no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e comercializa o produto no País na rede privada de clínicas veterinárias.

O Ministério da Saúde assegura que, em parceria com o Ministério da Agricultura, monitora os eventos adversos graves decorrentes da vacina e afirma que tomará as medidas cabíveis caso seja necessário.

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