
Pernas, mãos, rostos praticamente todos os órgãos: os transplantes praticamente não têm mais limites. Esta é a opinião do chefe da equipe de transplantes digestivos do Hospital de Clínicas e professor da Universidade de São Paulo (USP), Luiz Carneiro D' Albuquerque.
"Conseguimos trocar quase todos os órgãos, membros, etc. Estamos, aqui no Hospital de Clínicas de São Paulo, prestes a começar o transplante de todos os órgãos abdominais, o que já é realizado em alguns países do primeiro mundo", afirmou. Segundo Albuquerque, hoje, é possível transplantar no hospital estômago, duodeno, intestino delgado, cólon, fígado, pâncreas e rim.
O médico afirma que as restrições são maiores quando o procedimento envolve muitos nervos, como no caso da coluna. "Tecnicamente evoluímos muito, mas ainda temos que discutir certos aspectos éticos, como quando transplantar, e se em doenças autoinfligidas, como tentativas de suicídio, por exemplo, negativa de tratamento da doença causadora, de base, e quando um doente já terminal solicitar o transplante."
Enquanto pacientes lutam contra o tempo em filas de espera, médicos e cientistas lutam para avançar na busca por novas drogas contra rejeição, mais eficientes e com menos efeitos colaterais.
Tecnicamente, a rejeição de transplante ocorre quando o sistema imune do receptor ataca o órgão ou tecido transplantado. O sangue e os tecidos contêm proteínas identificadoras na superfície, que auxiliam a distinguir os tecidos "próprios" dos tecidos "estranhos". Essas proteínas podem agir como antígenos, que desencadeiam a resposta imune, formando anticorpos contra os antígenos estranhos.
Um comentário:
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