Os vigilantes retornam ao trabalho ainda nesta
quinta-feira (7), depois da decisão do Tribunal Regional do Trabalho
(TRT-BA) que considerou a greve da categoria abusiva e determinou a
volta imediata às atividades. Os vigilantes estavam parados desde o dia
26 de fevereiro.
Segundo Paulo Brito, diretor do Sindivigilantes, a
categoria não concordou com a decisão da Justiça, mas mesmo assim irá
acatá-la, conforme decidido em assembleia.
"(Os vigilantes) vão retornar a partir das 19h de
hoje. Mas achamaos que a decisão da Justiça foi equivocada e injusta.
Manda retirar R$ 500 mil da conta do trabalhador para ir para onde? O
advogado do sindicato vai entrar com um recurso contra essa multa".
O TRT decidiu aplicar multa de R$ 50 mil por cada
dia de paralisação aos sindicatos dos trabalhadores. O valor será
repassado para a Apae Salvador e o Conselho Tutelar da Criança do
Adolescente.
O julgamento do dissídio coletivo ocorreu na tarde
desta quinta-feira (7) na sede do tribunal, em Nazaré, tendo como
relatora a desembargadora Sônia França. O dissídio foi ajuizado no dia
25 pelo Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado da Bahia
(Sindesp-BA), que representa os empregadores.
Na ação, os trabalhadores são representados pelos sindicatos Sindivigilantes (do Estado da Bahia), Sindmetropolitano (de Camaçari e Região) e SVITABUNA (de Itabuna).
Uma das alegações do Sindesp ao entrar com a ação na Justiça foi que a paralisação prejudicou atividades como compensação bancária e o funcionamento das agências e outros órgãos que dependem deste profissional para o funcionamento, afetando, consequentemente, os serviços prestados à população.
Na ação, os trabalhadores são representados pelos sindicatos Sindivigilantes (do Estado da Bahia), Sindmetropolitano (de Camaçari e Região) e SVITABUNA (de Itabuna).
Uma das alegações do Sindesp ao entrar com a ação na Justiça foi que a paralisação prejudicou atividades como compensação bancária e o funcionamento das agências e outros órgãos que dependem deste profissional para o funcionamento, afetando, consequentemente, os serviços prestados à população.
Os vigilantes entraram em greve reivindicando o
pagamento do adicional de periculosidade de 30%, com base na Lei
12.740, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 8 de dezembro do
ano passado.
Atualmente, eles recebem 18% sobre o salário. Segundo o
TRT, em relação a este ponto os vigilantes terão que aguardar a
regulamentação da norma pelo Ministério do Trabalho e Emprego, como
prevê a própria legislação.

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