A Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia
(SSP) confirmou na manhã desta sexta-feira (14) que todos os sete
policiais militares envolvidos na ação que resultou na morte de Carlos
Alberto Júnior, 21, serão afastados. A decisão partiu do próprio
secretário Maurício Teles Barbosa, que optou por impedi-los de
exercer suas funções até que a investigação sobre o caso seja concluída.
De acordo com amigos de Júnior, os policiais mataram o jovem e tentaram forjar provas para incriminá-lo. “Ele tinha saído do bar quando foi cercado por quatro PMs. Eles chegaram atirando”, disse um deles. “Depois, colocaram a arma na mão dele. Todo mundo viu”, disse o outro amigo da vítima.
A versão da polícia é bastante diferente. Segundo eles, os PMs da Base Comunitária de Segurança realizavam uma ronda na localidade de Olaria e teriam sido recebidos a tiros pelos moradores. Teria havido uma troca de tiros e Júnior foi morto. Eles alegam terem apreendidos também um revólver calibre 38 e pedras de crack. Em um terreno próximo, eles também encontraram uma pistola calibre 32. A morte foi registrada como Auto de Resistência na Corregedoria da corporação e não na delegacia do Nordeste.
Por causa do ocorrido, moradores da região realizaram três manifestações distintas: duas pela tarde e uma outra pela noite, onde bloquearam a avenida Manoel Dias da Silva ao atear fogo a lixo e móveis. Segundo a polícia, eles também chegaram a atear fogo em um coletivo.
Júnior será enterrado na tarde de hoje no cemitério Campo Santo, no bairro da Federação. A família ainda não decidiu o horário em que o sepultamento irá ocorrer.

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