Segundo a Força Sindical, as manifestações são para chamar a atenção da sociedade sobre a pauta trabalhista, que inclui o fim do fator previdenciário, redução da jornada de trabalho, reajuste para os aposentados, mudanças na equipe econômica e mais investimentos para a saúde e educação.
Veja a lista divulgada pela Força Sindical das cidades que devem participar do dia de paralisações:
| Estado | Cidades |
| Amazonas | Manaus |
| Alagoas | Maceió |
| Bahia | Salvador, Itabuna, Alagoinhas, Brumado, Caetité, Jequié, Camaçari, Nazaré, São Roque e Itabuna |
| Ceará | Fortaleza |
| Distrito Federal | Brasília |
| Espírito Santo | Vitória |
| Goiás | Catalão e Anápolis |
| Mato Grosso | Cuiabá |
| Mato Grosso do Sul | Campo Grande |
| Minas Gerais | Belo Horizonte e Ipatinga |
| Pará | Belém |
| Paraná | Curitiba |
| Pernambuco | Recife |
| Rio de Janeiro | Rio de Janeiro, Volta Redonda e Resende |
| Rio Grande do Norte | Natal |
| Rio Grande do Sul | Porto Alegre e Região Metropolitana |
| Santa Catarina | Florianópolis, Criciúma, Itajaí e Chapecó |
| São Paulo | São Paulo, Osasco, Santo André, Guarulhos, São Caetano, Santos, Barretos, Marília, Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, Franca, Santos, Sorocaba, São José dos Campos, Lorena, Araçatuba, entre outras. |
| Sergipe | Aracaju |
Em São Paulo, na avenida Paulista, haverá uma grande ato
às 12h. Pela manhã, os trabalhadores irão fechar a Marginal Tietê, a
avenida do Estado e as rodovias Anchieta, Castelo Branco, Raposo
Tavares, Fernão Dias, Dutra e Mogi-Bertioga. No interior paulista,
ocorrerão manifestações nas cidades de Campinas, Piracicaba, Ribeirão
Preto, Franca, Santos, Guarulhos, Osasco, Sorocaba, Piracicaba, Lorena,
Araçatuba, São José dos Campos, entre outras. Os portuários também irão
cruzar os braços.
No Distrito Federal, haverá concentração na Catedral
Metropolitana de Brasília. Os manifestantes devem seguir em passeata até
o Congresso Nacional.
No Rio, a Força Sindical e mais seis centrais sindicais
promovem uma manifestação conjunta no centro da capital, com
concentração na Candelária, a partir das 15h. O protesto é pelo
cumprimento da Pauta Trabalhista, criada na Conferência Nacional da
Classe Trabalhadora (Conclat) de 2010. Além do ato em defesa da pauta
trabalhista, paralisações e manifestações estão sendo previstas em
diversos pontos do Estado do Rio. Metroviários, bancários, estivadores,
portuários, químicos, metalúrgicos e funcionários de laboratórios de
análises clínicas já confirmaram paralisações para o dia 11. Os
professores e profissionais da educação do Rio fazem assembleia dia 11
no Cine Odeon, no centro, às 10h, e participam, em seguida, do ato
conjunto promovido pelas centrais sindicais. Também professores da rede
municipal de São João de Meriti e Duque de Caxias cruzarão os braços.
Em Porto Alegre, quatro caminhadas vão sair de
diferentes pontos da capital a partir das 8h: da avenida Farrapos
(terminal Cairú), do terminal Princesa Isabel (avenida João Pessoa), da
rodoviária e do viaduto Obirici. Entre as pautas dos trabalhadores estãp
postos de saúde 24 horas, transporte de qualidade, segurança para as
famílias, fim do fator previdenciário, 40 horas de trabalho sem redução
de salários, 10% do PIB para a saúde, 10% do PIB para a educação,
aprovação da PEC 300 e nova tabela de Imposto de Renda com isenção até
R$ 6 mil. Os rodoviários de Porto Alegre e da região metropolitana
também vão aderir à manifestação – os ônibus, portanto, não vão circular
na quinta-feira.
Em Florianópolis, os trabalhadores farão uma passeata pelo centro da cidade. A concentração será às 13h na praça Tancredo Neves.
Na Bahia, haverá manifestação em Salvador e Alagoinhas,
Brumado, Caetité, Jequié, Ilhéus, Camaçari, Nazaré, São Roque e Itabuna.
Na capital, os trabalhadores vão se concentrar no Campo Grande, às 11h,
e irão caminhar até a praça Castro Alves.
Outras idades do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina,
do Paraná, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, de Goiás, da Bahia, de
Pernambuco, do Ceará, do Espírito Santo, do Amazonas e do Rio Grande do
Norte também farão atos, assim como outros Estados.
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o
Paulinho da Força, disse que a próxima quinta-feira também será de luta
por mudanças na equipe econômica e contra a inflação. “Há um
desconforto entre as famílias dos trabalhadores, que estão sentindo que a
corrosão dos salários pela inflação ganha cada vez mais força. E, como
sabemos, a inflação corrói o poder de compra e penaliza as pessoas de
menor renda. É importante mostrar o descontentamento dos trabalhadores
com a equivocada equipe econômica que está permitindo a volta da
inflação”, disse o sindicalista. “Vamos também cobrar redução dos
juros”, afirmou Paulinho da Força.
Categorias ligadas à Conlutas também farão greve geral
Segundo levantamento, ainda parcial, da CSP-Conlutas, diversas categorias de trabalhadores ligados à central sindical farão greve de 24 horas na quinta-feira. Entre eles, os servidores públicos federais, organizados no Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais, que envolve a base de vários setores como Saúde, Educação, Previdência, Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) – que já estão em greve nacional -, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Marinha Mercante, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e outros órgãos federais.
Segundo levantamento, ainda parcial, da CSP-Conlutas, diversas categorias de trabalhadores ligados à central sindical farão greve de 24 horas na quinta-feira. Entre eles, os servidores públicos federais, organizados no Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais, que envolve a base de vários setores como Saúde, Educação, Previdência, Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) – que já estão em greve nacional -, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Marinha Mercante, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e outros órgãos federais.
A Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das
Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), que representa 200 mil
servidores federais em todo o País e cujas diversas representações
estaduais são ligadas à CSP-Conlutas, deliberou greve geral em todas as
universidades no dia 11. O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da
Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) está orientando
suas entidades a participarem da paralisação também.
O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de
Ensino Superior (Andes-SN) orientou a participação, com paralisações, a
todas as suas representações nos Estados. Essas categorias nacionais já
estão com atividades marcadas em quase todos os Estados.
A CSP-Conlutas também divulgou que está impulsionando a
paralisação dos metroviários de São Paulo e dos metalúrgicos de São José
dos Campos e região, que vão paralisar fábricas e, provavelmente,
bloquear rodovias, se somando às atividades dos metalúrgicos de São
Paulo e do ABC. Também estão em preparação para o dia 11 os metalúrgicos
e trabalhadores da mineração de Minas Gerais. Os operários da
construção civil e pesada estão aprovando paralisações em sete cidades
do Pará – inclusive Altamira, cuja base é parte dos trabalhadores de
Belo Monte, em Fortaleza (CE) e Suape (PE). Os petroleiros de Sergipe e
Alagoas também vão realizar atividades e os petroleiros da Baixada
Santista (SP) devem fazer greve. Os trabalhadores dos Correios de
Pernambuco farão paralisação. Além desses, param suas atividades os
trabalhadores em processamento de dados de Porto Alegre (RS) e
Florianópolis (SC). Participam ainda do dia 11 de julho, os comerciários
do interior do Rio Grande do Sul e de Nova Iguaçu (RJ).
Segundo o membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Atnágoras Lopes, realizar um forte protesto nacional, com greves e paralisações em todos os setores, será um primeiro passo importante para fortalecer a luta que até agora se expressava apenas nas de manifestações de rua. “São os trabalhadores organizados que agora entram na luta para cobrar do governo Dilma o atendimento das nossas reivindicações. Mas trata-se de um primeiro passo. A luta continuará, e mais forte ainda, depois do dia 11”, disse o dirigente.

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