Ao que indicam imagens e relatos, um fotógrafo que
filmava as manifestações em frente à sede do Exército egípcio na última
segunda-feira registrou a própria morte.
Ahmed Samir Assem, 26 anos, gravava imagens de atiradores quando um
deles se vira para ele e dispara. Amigos e colegas ouvidos pelo jornal
Daily Telegraph não têm dúvidas de que Assem foi baleado por um dos
atiradores que ele filmava.
“Por volta das 6h, um homem veio ao centro de imprensa
com uma câmera coberta de sangue e nos disse que um dos nossos tinha
sido ferido”, afirmou ao Telegraph Ahmed Abu Zeid, que trabalha para o
mesmo jornal de Assem, o Al-Horia Wa Al-Adala - publicação oficial do
Partido da Liberdade e da Justiça.
“Cerca de uma hora depois, recebi a informação de que
Ahmed havia sido baleado por um atirador na testa enquanto filmava ou
tirava fotos de atiradores em cima de edifícios em tono das
manifestações. A câmera de Ahmed foi a única que gravou todo o
incidente, desde o primeiro momento”, completou Zeid.
Na última segunda-feira, mais de 50 pessoas morreram em
um ataque que a Irmandade Muçulmana atribui ao Exército e, este último, a
terroristas armados.
Na sequência, o Partido da Justiça e da Liberdade, braço
político da Irmandade Muçulmana, convocou em um comunicado uma "revolta
do grande povo do Egito contra os que tentam roubar sua revolução com
tanques".
A tensão toma conta do país desde a depoisção do
presidente Mohamed Mursi pelo Exército, no dia 3 de julho. Nesta quarta,
um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores anunciou que Mursi
encontra-se "em um local seguro" e até o momento não há acusações contra
ele.



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