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quinta-feira, 14 de maio de 2020

Petrobras sobe pela segunda vez gasolina nas refinarias em maio

Caminhão-tanque em refinaria da Petrobras em Canoas (RS)Está valendo desde esta quinta-feira (14) o novo aumento da gasolina da Petrobras, o segundo neste mês de maio. A estatal aumentou em 10% o preço do litro nas refinarias. Mesmo com o novo aumento, no acumulado do ano, a redução do preço da gasolina é de -41,3% e do diesel -44,1%.

Segundo levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre os dias 3 e 9 de maio, o preço médio da gasolina comum no país foi de R$ 3,823; do diesel S-500 foi de R$ 3,077; do etanol, de R$ 2,579 e do botijão de 13 kg de gás de cozinha, de R$ 69,65.

Além da alta do dólar, o preço do petróleo se recuperou no mercado internacional, o que influencia o valor do produto no país. Os preços são referentes ao valor vendido para as distribuidoras a partir das refinarias. O valor final ao motorista dependerá do mercado, pois cada posto tem sua própria política de preços, sobre os quais incidem impostos, custos operacionais e de mão de obra.

“Nossa política de preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras tem como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo. A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos”, explica, em nota, a estatal.

Segundo a companhia, a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos no posto de combustíveis. São os combustíveis tipo A: gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel sem adição de biodiesel. “Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo A misturados a biocombustíveis."

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Em novo julgamento, Bendine ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil é condenado por corrupção

Brasília - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras ouve, o depoimento do presidente da estatal, Aldemir Bendine (Valter Campanato/Agência Brasil)
O juiz Luiz Antônio Bonat, da 13ª Vara Federal em Curitiba, condenou hoje (11) o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine a seis anos e oito meses de prisão em um dos processos da Operação Lava Jato. Bendine havia sido condenado no mesmo caso, mas a sentença foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele responde às acusações em liberdade.

Em agosto do ano passado, a Segunda Turma do Supremo aceitou recurso da defesa e entendeu que Bendine tinha direito de apresentar alegações finais e ser interrogado após os delatores da Odebrecht no caso, fato que não ocorreu no processo. Com a decisão, o processo voltou para a primeira instância da Justiça Federal em Curitiba para um novo interrogatório e uma nova sentença.

De acordo com as investigações, a Odebrecht teria pago R$ 3 milhões em propina para obter benefícios em uma operação de crédito para uma das empresas do grupo, em 2015.

A defesa de Aldemir Bendine afirmou que também vai recorrer da nova decisão. 

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Produção da Petrobras cresce, apesar da crise de covid-19

Rio de Janeiro - O edifício sede da Petrobras, no centro da cidade. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
A produção da Petrobras cresceu, no primeiro trimestre deste ano, comparado a igual período de 2019, apesar da crise de covid-19. O dado faz parte do relatório trimestral, divulgado nesta segunda-feira (27) pela companhia.

Segundo o relatório, houve um crescimento de 14,6% na produção total, 13,3% na produção comercial e 17,7% na produção de óleo.

“Os efeitos negativos da recessão global provocada pela crise de saúde pública não chegaram a impactar de forma substancial a performance da produção e vendas no 1T20. A produção média de óleo, LGN [líquido de gás natural] e gás natural foi de 2.909 Mboed [milhões de barris de óleo equivalente] implicando em produção comercial de 2.606 Mboed e produção de petróleo de 2.320 Mbpd”, informou a estatal.

Entre os motivos do crescimento na produção, pesa a crise econômica resultante da pandemia mundial, estão o crescimento da produção de plataformas que entraram em operação nos anos de 2018 e 2019, como P-74, P-75, P-76 e P-77 no campo de Búzios, P-67 e P-69 no campo de Lula e P-68 nos campos de Berbigão e Sururu.

O relatório aos acionistas inicia o texto prestando solidariedade a todos os atingidos pelo coronavírus no Brasil e no mundo, especialmente aos profissionais de saúde. Em seguida, reproduz uma fala do presidente da estatal, Roberto Castello Branco, tecendo considerações ao momento atual da empresa.

“O petróleo tem sido e será ainda por muito tempo essencial para o funcionamento da economia moderna. Estamos fortemente comprometidos em promover a resiliência da Petrobras ao cenário global extremamente hostil à indústria do petróleo. Apesar dos enormes desafios estamos confiantes que, com a dedicação e o talento de nossos colaboradores, concretizaremos esse objetivo. As lições aprendidas nesta crise contribuirão para nos transformar numa companhia mais forte e geradora de valor”, disse Castello Branco.

A companhia admitiu que os esforços de redução na mobilidade dos brasileiros, feitos por prefeituras e governos dos estados, no mês de março, acabaram reduzindo o consumo de derivados de petróleo, notadamente gasolina e diesel. Porém, ao mesmo tempo, foi verificado um crescimento no uso do gás liquefeito de petróleo (GLP), usado como gás de cozinha.

“Apesar do resultado positivo no 1T20, as restrições para a movimentação de pessoas e para o funcionamento de segmentos da economia a partir do final do trimestre tiveram como consequência uma queda abrupta na demanda interna por derivados de petróleo, com exceção do GLP. Foram feitas otimizações nas nossas plantas de forma a adequar a produção de derivados ao novo perfil de demanda, buscando alcançar a máxima rentabilidade do parque de refino. A produção média total de derivados no 1T20 foi de 1.836 Mbpd, superando em 2,4% a produção do 4T19”, relatou a empresa.

O relatório completo pode ser acessado na página da Petrobras na internet.

Petrobras adota teste rápido em trabalhadores antes do embarque

Petrobras, Logo
A Petrobras informou na tarde de hoje (27) que incluiu o uso de testes rápidos para covid-19 entre os procedimentos de pré-embarque para suas plataformas em alto mar. Segundo a estatal, a testagem rápida começou a ser empregada em 20 de abril, no Aeroporto de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Desde então, o procedimento passou a ser adotado também no Aeroporto de Vitória, no Espírito Santo, e nos aeroportos fluminenses de Macaé, Farol de São Tomé e Cabo Frio. A testagem também deverá ser utilizada para voos na província petrolífera de Urucu, no Amazonas.

A empresa explicou que os testes rápidos adotados detectam a presença de anticorpos no sangue e podem identificar pessoas que estão com a infecção ativa há alguns dias, incluindo casos assintomáticos, e também aquelas que já tiveram a doença de forma assintomática e se curaram, o que significa que seu embarque pode ser autorizado. O exame analisa gotas de sangue coletadas na ponta de um dedo, e o resultado fica pronto em 30 minutos.

A Petrobras já havia implementado a realização de testes RT-PCR desde o início de abril em trabalhadores que apresentassem sintomas da doença. O exame detecta a presença de material genético do coronavírus no organismo. 

De acordo com a Petrobras, 261 trabalhadores (incluíndo os terceirizados) foram diagnosticados com covid-19. Duas plataformas da empresa chegaram a ter a produção paralisada por conta da disseminação da doença.

terça-feira, 21 de abril de 2020

"Litro da gasolina na refinaria está em 91 centavos, mas não vejo isso chegar na bomba", diz presidente da Petrobras

Roberto Castello Branco é o novo presidente da Petrobras - Terça ...Na entrevista a O Antagonista, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, diz que o encolhimento da demanda por causa da Covid-19 provocou uma queda de 52,3% no preço do combustível na refinaria. Mas essa redução não chegou nas bombas.

“Hoje, o litro da gasolina na refinaria da Petrobras está em 91 centavos. Lamentavelmente, não vejo essa queda chegar nas bombas. No fim de semana, eu vi gasolina comum a 4,99. É uma distância muito grande. Significa que houve alguma queda nos postos, mas mínima em relação ao preço da refinaria.”

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Petrobras reduz preços da gasolina em 8% e do diesel em 4%

Gasolina vendida em Limoeiro do Norte é uma das mais caras do ...
A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (20), uma nova redução nos preços médios dos combustíveis vendidos nas refinarias. A gasolina ficará 8% mais barata e o diesel terá queda de 4%. No acumulado do ano, o preço da gasolina já caiu 52,3% e o do diesel caiu 38%.

Os preços valem a partir desta terça-feira (21) e são referentes ao valor vendido para as distribuidoras a partir das refinarias. O valor final ao motorista dependerá do mercado, já que cada posto tem sua própria política de preços, sobre os quais incidem impostos, custos operacionais e de mão de obra.

Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio para a gasolina nos postos do país, entre 12 e 18 de abril, era de R$ 4,095. O valor do diesel S-500, era de R$ 3,318. O do etanol, de R$ 2,796. O botijão de GLP, de 13 kg, está com o valor médio de R$ 69,96

“Nossa política de preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras tem como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo. A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos”, explica, em nota, a estatal.

Segundo a companhia, a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos no posto de combustíveis. São os combustíveis tipo A: gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel sem adição de biodiesel. Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo A misturados a biocombustíveis.

Petrobras entrega 300 mil testes de covid-19 à rede pública de saúde

Chegada dos 5000 testes para coronavírus em Guarulhos - SP
A Petrobras entregou ao Sistema Único de Saúde (SUS) o segundo lote de 300 mil testes para diagnóstico de covid-19. Desse total, 200 mil foram doados ao Ministério da Saúde e 100 mil à Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. 

Esses testes fazem parte do lote de 600 mil que a companhia encomendou aos EUA, anunciados em 24 de março.  

De acordo com a gerente executiva de Responsabilidade Social, Olinta Cardoso, essa iniciativa integra um conjunto de ações da companhia no combate ao coronavírus. “Estamos concentrando todos os esforços para ajudar a sociedade brasileira a atravessar esse momento. Importamos testes de alta qualidade que serão distribuídos em várias regiões do Brasil por meio dos órgãos de saúde”, disse em nota.

Hospital da UFRJ
A Petrobras também disponibilizou cerca de 20 mil equipamentos de segurança e produtos de higiene para o Hospital Clementino Fraga Filho,  da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os materiais, que pertencem ao estoque do Centro de Pesquisas da companhia (Cenpes), serão utilizados no atendimento de pacientes com coronavírus e na proteção das equipes de saúde. Foram doadas luvas de laboratório, óculos de segurança, máscaras purificadoras de ar, frascos, álcool e detergente.

Vale faz doação de insumos
Mais um avião com insumos comprados pela Vale na China para combater a disseminação do novo coronavírus, no Brasil, pousou no fim da tarde deste domingo (19) no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). Na carga, 1,25 milhão de máscaras N95, a mais indicada para o uso em ambientes contaminados pelo vírus; 1,5 milhão de máscaras cirúrgicas descartáveis, além de mais 1 milhão de kits de teste rápido, perfazendo um total de pouco mais de 3,8 milhões de insumos.

Este é o quinto avião vindo da China com produtos trazidos pela empresa, que estão sendo doados ao governo brasileiro. Até agora, já chegaram 12,7 milhões dos 15,8 milhões de equipamentos de proteção individual (EPIs) que a Vale está repassando ao Ministério da Saúde, além de 3,5 milhões de um total de 5 milhões de kits de teste rápido já anunciados pela empresa. A carga das cinco aeronaves – dois de carreira e três cargueiros – soma 166 toneladas, o equivalente ao peso médio de 166 carros. 

Total de insumos
Ao todo, a Vale vai trazer da China até maio mais de 600 toneladas de insumos para ajudar no combate ao novo coronavírus no Brasil. Somam-se à carga mais 5 milhões de kits, comprados por bancos brasileiros com a ajuda logística da empresa na China, país com o qual mantém uma parceria de quase 50 anos. Há ainda insumos – entre EPIs e kits – que serão entregues a unidades de saúde de regiões onde a Vale atua. Para trazer tudo, serão necessárias 15 aeronaves (13 cargueiros e dois aviões de carreira).