Trio de ferro do futebol do Fla blinda Zé Ricardo, que volta a sofrer pressão de torcida e no clube

A expectativa de sucesso imediato do Flamengo com todos os reforços fez a cobrança sobre Zé Ricardo voltar ao nível visto na eliminação na Libertadores por causa de alguns insucessos no Brasileiro. O treinador é amplamente questionado na Gávea e foi chamado de burro pela torcida no empate com o Palmeiras, na Ilha.

Por outro lado, a blindagem ao profissional é feita pelo "trio de ferro do futebol", formado pelo diretor Rodrigo Caetano, o diretor-geral, Fred Luz, e pelo presidente, Eduardo Bandeira de Mello. Especialmente Caetano e o mandatário são contrários a interromper trabalhos no meio do caminho e entendem que as oscilações podem acontecer em meio à formação do elenco.

Nesse cenário, a participação de vice-presidentes e de conselheiros ligados à atual diretoria à atual diretoria é nula, assim como de torcedores. A maioria é a favor da troca no comando e não entende uma série de decisões da comissão técnica. Contudo, a falta de opções de peso no mercado e o fato de o Flamengo ter elenco para se recuperar são os argumentos iniciais de qualquer debate interno para minguar as críticas.

Não há, ainda, qualquer sinal de que Zé Ricardo deixou de ter a confiança e o apoio dos jogadores. Pelo contrário. Apesar das críticas da torcida, o técnico mantém as convicções e o combinado com atletas em treinamentos. O que houve foi a chegada recente de alguns reforços alterar um pouco a chamada meritocracia. Nomes como Berrío e Vinícius Júnior ficaram para trás para a entrada de Éverton Ribeiro e Geuvânio. Tudo, porém, foi decisivo a partir das observações nos treinamentos.

O dilema de Zé Ricardo e sua comissão é manter o padrão do time, que fica com a bola e ataca sempre, sem dar brechas para contragolpes. A formação mais conservadora, reativa, é descartada justamente pelas cobranças que viriam das arquibancadas. Entende-se que o Flamengo precisa sempre ser protagonista. Exatamente o que não tem conseguido ser.

O domínio não resulta em gols. Os craques não fazem tanto a diferença. O milionário investimento, algumas vezes, não se justifica. E o motivo encontrado inicialmente pela maioria no clube é que o treinador não é capaz de transformar o ótimo grupo em uma equipe competitiva. Mesmo que não tenha sido dado tempo para Zé Ricardo encontrar alternativas.

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