
Desde os anos 60, valores como distinção, beleza ou riqueza vão perdendo sua força, na medida em que um novo atributo ganha importância no panorama da sociedade e do consumo: a juventude. Desde então, a indústria se dedica a criar imagens e produtos que procurem atender ao desejo de não envelhecer nunca.
Ao mesmo tempo em que a sociedade criou um ideal de beleza atrelado à juventude, surgiram para as mulheres novas possibilidades de realização, que vão além da aparência. Assim, paralelamente à necessidade de se manter jovem, a mulher saiu do seu casulo doméstico, começou a trabalhar e a criar interesses variados, tornando-se ativa e autônoma. A mulher madura de 30 anos citada por Balzac em seu famoso romance, não tem mais nada a ver com a mulher de 30 anos de hoje, em sua juventude plena. E, quando falamos da mulher madura, temos até dificuldade de definir quantos anos, afinal, ela tem.
Como consultora de moda, percebo a dificuldade principalmente das mulheres com mais de 50 anos de adaptar seu espírito jovem e ativo ao seu corpo, que muda muito rápido. Nossa coluna vai dar sugestões para que a mulher madura de hoje encontre um jeito próprio de se vestir, de acordo com sua nova posição no mundo.
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