sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Prefeituras responsabilizam estado por crise na saúde em Itabuna e Ilhéus


Diante do anúncio de greve a ser deflagrada na próxima segunda-feira (24), pelos funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna (SCMI), a diretoria da instituição reuniu a imprensa na tarde desta quinta-feira (20) para prestar esclarecimentos sobre o assunto. O provedor Renan Moreira explicou que um atraso da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), no repasse da verba destinada ao SUS, estimada em R$ 2,1 milhões, provocou o não pagamento do salário dos funcionários da instituição, referente ao mês de dezembro.

Ele ainda explicou que apesar da instituição não dispor de recursos financeiros para sanar tais despesas, está tomando as providências necessárias para obter esta verba através de outra fonte. “Estou trabalhando na tentativa de solucionar esta questão o quanto antes", reforçou o provedor Renan Moreira. O gerente administrativo-financeiro da instituição, André Wermann, informou que a previsão da Sesab é de que a situação seja normalizada na primeira semana de fevereiro, quando deverá ser repassada a verba referente ao salário de dezembro dos funcionários da instituição.

"Estamos enfrentando essa situação não por vontade da Santa Casa, mas por conta do orçamento do Governo do Estado, que ainda não foi aberto para fazer o pagamento", reforçou. Wermann ainda informou que a expectativa é de que logo após o pagamento referente ao mês de dezembro, o salário de janeiro também seja quitado ainda na primeira quinzena de fevereiro.

A articulação da greve está sendo coordenada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna e Região (Sintesi), e se realmente for deflagrada, terá como conseqüência a suspensão das atividades nos três hospitais da Santa Casa - Calixto Midlej Filho, Manoel Novaes e São Lucas. “O movimento grevista é legal, mas tende a piorar a situação da saúde em Itabuna, tendo em vista que inúmeros pacientes serão prejudicados”, comentou Wermann.

Em Ilhéus, o atraso no repasse dos recursos federais e estaduais referentes ao custeio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tem provocado uma crise generalizada. Os problemas acarretam dificuldades no cumprimento de obrigações que vão desde atraso de salários a deficiências nos equipamentos e estrutura física. Diante dessas dificuldades, o Samu de Ilhéus também sofre com o atraso no repasse desses recursos, atingindo principalmente o pagamento salarial dos servidores.

O município não recebe os repasses dessas verbas há três meses e a soma neste período equivale a cerca de R$ 400 mil. Com o intuito de equilibrar a situação, a Secretaria da Saúde tem envidado esforços para realizar o pagamento através de recursos próprios. O secretário Jorge Arouca informou que dentro das providências adotadas já quitou o 13º salário e o pagamento referente ao mês de dezembro será totalmente pago até sexta-feira (21).

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