domingo, 11 de outubro de 2015

PM que socorreu o filho não será processado


O Ministério Público da Justiça Militar decidiu arquivar o processo contra o sargento da Polícia Militar identificado como Amadeu. O inquérito foi aberto após o pedido de prisão do PM por ter deixado o posto onde trabalha para socorrer o filho, que estava passando mal.

A criança possui necessidades especiais e precisou de atendimento no momento em que o pai dava expediente no 24º batalhão, localizado na Avenida Independência, no bairro do Bengui, em Belém. Ao sentir falta do policial, a oficial tenente da PM Kátia deu voz de prisão a Amadeu. O episódio ocorreu na noite da última quinta-feira e ganhou grande repercussão nas redes sociais. A maioria dos internautas defendeu o PM, afirmando que ele agiu pela urgência no atendimento do filho. “Queria ver se o que prendeu tivesse um filho especial. Só quem tem um membro familiar especial sabe que a preocupação e o cuidado é dobrado. Quanta injustiça!”, disse uma internauta. Outros criticaram a postura do policial. “Leigos, não entenderam, pois não sabem sobre hierarquia militar. Militares respondem por abandonar o posto”, disse outro internauta.

Segundo o promotor da Justiça Militar, Armando Brasil, a tenente agiu certo em dar a voz de prisão, uma vez que, pela Lei, nenhum policial pode abandonar o posto sem autorização do seu superior. No entanto, o promotor Brasil considera que a punição não se aplica devido às circunstâncias que levaram Amadeu a agir dessa forma. “O sargento, de fato, cometeu um crime militar. Mas optamos pelo arquivamento, pois qualquer pai agiria da mesma forma”, destacou Armando Brasil.

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