O contrato de comodato (empréstimo) que permite à Emasa (Empresa de Água e Saneamento de Itabuna) utilizar os equipamentos da Embasa finda no próximo dia 15 de agosto. Pelos termos do acordo, que teve início em 1989, prevendo duração de vinte anos, se o município quiser continuar a gerir o sistema terá que ressarcir a Embasa pelos seus ativos.A informação foi trazida à Câmara de Vereadores de Itabuna pelo presidente da Embasa, Abelardo Oliveira. Segundo ele, o contrato também prevê a formação de uma comissão de representantes da Emasa e da Embasa, com a finalidade de avaliar o patrimônio envolvido. A estimativa de Oliveira é de que o valor dos ativos esteja em torno de R$ 20 milhões, mas – segundo ele – é necessário um levantamento apurado.
Na reunião com os vereadores, o presidente frisou que a Embasa tem interesse em retomar o controle do sistema de água e saneamento em Itabuna. Ele destacou a capacidade de investimentos da empresa estadual, que hoje realiza obras de saneamento básico em oitenta municípios baianos. O vereador Ricardo Bacelar (PSB) aproveitou para lembrar que, atualmente, todo o esgoto produzido em Itabuna é lançado sem tratamento no Rio Cachoeira, porque o sistema da Emasa se encontra exaurido.
Durante o encontro na Câmara, o presidente da Embasa também alertou para a necessidade de ser instituído o Plano Municipal de Saneamento Ambiental, para que o município não deixe de receber recursos da União para o setor, a partir de dezembro de 2010. “É preciso acelerar isso, porque o tempo urge”, advertiu. Estiveram também na reunião os vereadores Clóvis Loiola, Rose Castro e Raimundo Pólvora.
(FONTE: Diário da Bahia)
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