segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Falhas no Topa deixam alfabetizandos sem transporte, lanche e material escolar


A iluminação é parca na sala de aula da Associação Feminina Beneficente, bairro de Mata Escura. Um desabamento no gesso do teto afetou a fiação da rede elétrica, deixando a sala às escuras. Os 16 alunos de Severina Nascimento, alfabetizadora do programa Todos Pela Alfabetização (Topa), ficaram sem aulas. No Clube de Mães do Calafate o problema é outro: falta um espaço adequado. Com o colégio do bairro em recesso, as aulas de oito turmas de alfabetização foram interrompidas há 23 dias.

E não são só estas as adversidades enfrentadas por quem está na base do programa proclamado pelo governo baiano como o maior projeto de alfabetização do País. Diferente do cenário pintado pela publicidade oficial, a execução do Topa tem sido marcada por problemas que vão desde a estrutura física das salas de aula à falta de merenda, material didático e transporte.

Implantado em outubro de 2007, o Topa nasceu com a meta de alfabetizar um milhão de baianos até dezembro de 2010. O programa realizou as duas primeiras etapas e atendeu a 460 mil alunos, segundo a Secretaria de Educação. A terceira etapa está com 482 mil matriculados e funcionará concomitantemente à quarta, que deve abrir para matrículas em março e incluir mais 300 mil alunos.

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