
Depois de os funcionários da obra do Castelão cruzarem os braços na segunda-feira, nesta quarta foi a vez de os operários do Maracanã pararem os trabalhos por cerca de 1h30. Mas a paralisação não passou de um susto. Após assembleia, os operários decidiram, com quase 100% de adesão, não iniciar uma nova greve e voltaram às atividades. Isso porque a maioria concordou com os itens aprovados em reunião entre o sindicato e o consórcio responsável pela obra realizada na noite dessa terça-feira.
A possibilidade de paralisação era pequena, mas existia. Caso as propostas não fossem aceitas, o mais provável é que houvesse uma nova rodada de negociações. Mas não foi preciso. Na reunião, os trabalhadores conseguiram ter atendidas algumas reivindicações, como aumento geral de 10,5%, 100% de hora extra para o sábado (antes, recebiam 70%), a cesta básica passou de R$ 180 para R$ 230, plano de saúde gratuito e bônus por metas ultrapassadas. Também receberam anistia e não terão descontados os dias de greve do ano passado. A única questão que segue pendente é a aprovação do plano de saúde para os familiares.
Após a assembleia, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Contrução Pesada Intermuniciapl do Rio de Janeiro, Nilson Duarte, comentou a "vitória parcial" dos operários.
- Não é aquilo que a gente queria, mas chega a ser invejável. De todos os estádios que estão em obras para a Copa do Mundo, o Maracanã passa a ter o melhor salário do Brasil - comemorou.
Em setembro do ano passado, os trabalhos no Maracanã pararam por 19 dias. No mesmo mês, operários do Mineirão também pararam por cinco dias. A greve, inclusive, coincidiu com uma visita da presidente Dilma Rousseff ao estádio.
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