Membros da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lançam uma
ofensiva para tentar barrar a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de
Inquérito) que pretende investigar as contas da entidade, de acordo com
o jornal Folha de S. Paulo. O periódico afirma que desde
anteontem, dirigentes da confederação negociam com presidentes de
federações estaduais e deputados federais em Brasília para esvaziar o
requerimento de abertura da comissão. O presidente da CBF, José Maria
Marin, e seu vice, Marco Polo Del Nero, seriam os mais atuantes no
contato com as federações estaduais.
Antes de embarcar para o Japão, onde acompanhará o Mundial de Clubes,
Marin ligou para dezenas de presidentes pedindo que entrassem em contato
com os deputados de suas regiões. De acordo com o jornal, em julho,
Marin levou mais de uma dezena de presidentes de federações para os
Jogos Olímpicos de Londres. Todos os custos teriam sido bancados pela
confederação. Agora, o presidente da CBF estaria querendo a retribuição
por isso. Com a CPI já protocolada, a CBF precisa que pelo menos 93
parlamentares retirem em bloco as suas assinaturas do requerimento para
derrubar o pleito de Romário. O deputado federal, do PSB-RJ, protocolou o
documento para a instalação da CPI após obter 184 assinaturas. Ele
precisava conseguir o apoio de, no mínimo, 171 parlamentares.

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