O caixão com o corpo do arquiteto Oscar Niemeyer,
vindo de Brasília, chegou ao local por volta das 22h40m desta
quinta-feira (6). Do caminho do Aeroporto Santos Dumont para o prédio, o
carro funerário foi escoltado por motociclistas. Um ônibus foi
reservado para levar os parentes de Niemeyer. O enterro será fechado
para a imprensa, a pedido da família.
Durante toda a noite, aconteceu no palácio um
velório restrito a familiares. Após ser aberto ao público em geral, a
previsão é que os cariocas possam se despedir do arquiteto até as 15h.
Duas horas depois, o cortejo fúnebre sairá do Palácio da Cidade em
direção ao Cemitério São João Batista.
De acordo com a assessoria de imprensa do Palácio
do Planalto e da Polícia Militar, 3,8 mil pessoas passaram pelo local
durante as três horas de velório. O caixão chegou às 15h45, e a entrada
do público foi liberada às 16h40.
O arquiteto morreu na noite de quarta, às 21h55m,
em decorrência de uma infecção respiratória, após passar 33 dias
internado no Hospital Samaritano. Ele estava sedado e faleceu na Unidade
Coronariana, em companhia da família. Niemeyer passou parte de seu
último dia lúcido.
No final da manhã de quarta, ele foi sedado e
intubado. Segundo o médico Fernando Gjroup, que cuidava do arquiteto há
20 anos, Niemeyer já tinha passado por outras situações graves: — Ele
surpreendeu em várias situações. Esta vez, infelizmente, não foi mais
uma delas.

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