O superintendente da Ceplac, Jay Wallace, está privilegiando a Ceplac de seu estado, o Pará, tirando verbas da Ceplac da Bahia. O Pará, que produz 20% do cacau brasileiro, consome hoje quase um terço (31,06%) do dinheiro da Ceplac.Ele é o estado de origem profissional do diretor-geral da Ceplac. Jay Wallace, que tomou posse no órgão federal de apoio à lavoura cacaueira em julho do ano passado.
A Bahia, que produz 70% do cacau brasileiro e ainda tenta saídas para o enfrentamento da vassoura-de-bruxa, ficou com apenas 47,8% dos R$ 8.514.983,98 executados do orçamento da instituição entre janeiro e junho deste ano.
O caso, no mínimo, mostra uma mudança de critérios por parte da direção da Ceplac. O único beneficiado com o incremento orçamentário foi o Pará. Os outros seis estados onde o órgão atua registraram perdas.
Em termos percentuais, as maiores perdas orçamentárias foram registradas nas unidades da Amazônia e do Mato Grosso, que minguaram 65,75% e 50,58%.
Técnicos ouvidos pelo A Região destacam que o incremento em recursos para o Pará prejudica as unidades de outros estados e, principalmente, a Bahia. O estado concentra cerca de 85% da infraestrutura patrimonial do órgão, veículos e servidores.
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