
Não houve um encontro para um adeus formal. Aconteceu justamente o contrário. O estopim para a quebra definitiva da aliança foi a recusa de Wagner em receber o titular da Integração Nacional para acertar a entrega dos cargos ocupados pelos peemedebistas na administração estadual.
“Não contratei ninguém por lote e não reconheço nenhum partido como agente de terceirização de mão-de-obra. Não preciso de intermediários para conversar com meus secretários. Quando eles quiserem, me procurem que dou a exoneração. Não vou receber o ministro para tratar desse assunto”, afirmou o governador.
Diante das declarações, ainda na noite de quinta-feira (6), os secretários Rafael Amoedo (Indústria e Comércio) e Batista Neves (Infraestrutura), além do diretor da Juceb, Afrísio Vieira Lima - pai de Geddel -, encaminharam suas cartas de exoneração, colocando ponto final na aliança.
Wagner disse que sua agenda estava repleta com “questões inadiáveis, como os problemas com a Polícia Militar e a corrida da Stock Car”. Em resposta, Geddel foi mais incisivo. Disse que “se arrependia da aliança que fez em 2006”.
“Pessoalmente, não tenho nada contra o governador. Minha divergência é administrativa, com o seu governo medíocre”, declarou, enquanto afirmava que continuaria tentando marcar um encontro com Wagner.
Geddel pontuou como principais entraves para a manutenção do PMDB no cargo alguns quadros petistas.“ O ex-secretário Adeum Sauer; o secretário de Saúde, Jorge Solla; o titular da pasta de Relações Institucionais, Rui Costa; e o presidente regional do PT, Jonas Paulo, levaram o governo a tomar um rumo totalmente diferente daquele que ajudei a eleger em 2006”, continuou.
Com o fim da aliança, o PMDB deve perder, além das duas secretarias, mais de 100 cargos na administração estadual. Órgãos importantes, como Sudic, Ebal, Agerba, Derba, Ibametro e Juceb são hoje controlados por peemedebistas.
(CORREIO DA BAHIA)
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