
O número é mesmo de assustar. Nada menos do que 17 dirigentes ou chefes de departamento foram oficialmente demitidos ou entregaram seus cargos entre os quatro grandes clubes do Rio de Janeiro nos últimos meses. Mais do que em relação a tradicional dança dos treinadores. A soma anormal, em tese, deflagra a crise política que vive o futebol carioca, muito por conta - ou até em ordem inversa - da qualidade técnica cada vez mais precária. Entretanto, em entrevista ao LANCENET!, os dirigentes mostraram que nem sempre pensam desta forma.
EM GENERAL SEVERIANO
No caso do Botafogo, a estrutura teve de ser montada de modo apressado antes da eleição de novembro de 2008. Em princípio, tudo correu bem, o clube saiu, em parte, do buraco financeiro-administrativo em que foi deixado pela gestão anterior e atingiu a final do Carioca, como surpresa. Mas a falta de projetos eficazes e concretos para o Engenhão e para os planos de sócio-torcedor deram início à derrocada do marketing.
NA GÁVEA, TUDO NORMAL
Para Delair Dumbrosck, presidente em exercício do Flamengo, a saída de sua cúpula do futebol se deveu somente a questões éticas, uma vez que serão adversários nas urnas, em dezembro.
- Achei até correto o que o Kléber (Leite) e o Plínio (Serpa Pinto) fizeram. Não vi grandes problemas. E quanto aos outros, não posso me intrometer, só sei do Flamengo. Logo repusemos o cargo com alguém igualmente capacitado (Marcos Braz).
Além dos dois dirigentes citados, afastou-se também o correligionário diretor jurídico Michel Asseff Filho, que, no entanto, segue auxiliando o clube da Gávea com processos e casos por ele iniciados. Antes, o vice de finanças, José Carlos Dias, também deixara o Rubro-Negro.
CAOS NAS LARANJEIRAS
Nas Laranjeiras, a situação beira a calamidade. Se demorou mais que os rivais, o turbilhão político veio com força total. Da recente demissão de Tote Menezes, vice de futebol, que entrou em rota de colisão com meio Fluminense, até a possibilidade de impeachment de Roberto Horcades, o Tricolor vive momentos incertos, principalmente depois de ter trocado de técnico quatro vezes no ano e estar às vias de ser rebaixado.
Talvez em virtude do caos, a equipe reportagem do LANCENET! não conseguiu contatar nenhum membro da diretoria com voz ativa atualmente, nesta sexta-feira. A desconfiança chegou ao ponto de se mandar embora o chefe do departamento médico, Michael Simoni, que já retornou. Em coletivo dada na sede, o novo chefe do futebol tricolor, Ricardo Tenório, pediu paz.
VASCO: DO INFERNO AO CÉU
Em escala reduzida, a Colina também sofreu com suas críticas públicas e certa desorganização. Primeiro, Manoel Fontes, o Neca, saiu, sob alegação de problemas médicos. Em fevereiro, em escândalo que chamou a atenção da mídia, José Henrique Coelho fez denúncias a respeito de supostos esquemas de caixas-dois.
Pouco a pouco, porém, a vida política da administração de Roberto Dinamite se ajustou e hoje vive algo próximo do profissionalismo, sobretudo com a entrada de Rodrigo Caetano, elogiado por todos em São Januário. O que gera a vibração do presidente e ídolo da torcida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário