sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Funcionário da Oi impediu que incêndio ficasse pior


Ele não é nenhum general francês, mas assim como o seu xará Bonaparte, o baixinho Napoleão Rocha também tem seus dias de glória. Após 23 anos trabalhando na Telebahia e na Oi, o engenheiro eletricista de 52 anos, finalmente teve a chance de fazer jus ao nome. Na terça-feira, Rocha enfrentou sua primeira batalha napoleônica. Por volta das 12h, em meio às chamas, ele entrou no prédio para interomper o fluxo de energia que alimentava o incêndio que destruiu parte da central de telefonia da empresa em Salvador. A atitude minimizou os danos do fogo.

Quando foi apresentado ao herói anônimo, na unidade devastada pelo fogo, o presidente nacional da Oi, Luiz Eduardo Falco, não resistiu à piada. “Foi pra guerra Napoleão? Isso aí, campeão!”, brincou.

A missão foi dada ao general da telefonia porque os bombeiros precisavam de alguém que conhecesse o segundo andar de olhos fechados. “Me chamaram porque a visibilidade era zero. Tive que fazer tudo no tato”, lembrou. Rocha teve direito ao seu uniforme de guerra - uma capa que protege do fogo, capacete, tubo e máscara de oxigênio. “Foi muito difícil. A roupa é muito pesada. Antes, dois técnicos entraram na sala para abrir os equipamentos”, contou.

Sem um cavalo branco de Napoleão, o engenheiro não conseguiu conquistar a sala de geradores na primeira investida. “Não via nada. Me perdi”, afirmou. Mas como diria o finado Bonaparte: “Quem teme ser vencido tem a certeza da derrota”, Rocha pediu ajuda a dois bombeiros, que ficaram perto das paredes para saber se o fogo se aproximava, e invadiu.

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