
Na expectativa pela aprovação do Projeto de Lei 2944/04, que regulamenta bingos e caça-níqueis, o presidente da Associação Brasileira de Bingos (Abrabin), Olavo Sales da Silveira, considera que parte das críticas em relação à matéria é fruto de desconhecimento ou de preconceito. Para ele, deixar a atividade na clandestinidade significa abrir caminho para o crime organizado.
- Sempre que atividades são proibidas, esse é o espaço que o crime organizado ocupa. Quem é que está se beneficiando hoje do jogo clandestino? É o crime organizado, é a contravenção, são as milicias. E o dinheiro que por lá circula, que deveria ser revertido em impostos para o governo, está circulando para comprar a tolerância para que eles continuem existindo. Isso é um enorme desserviço à sociedade.
Sobre as ilações de que a liberação dos bingos favoreceria a lavagem de dinheiro, Sales desconstrói a "tese":
-Acho uma crítica absolutamente desarrazoada. Veja o que acontece: lavar dinheiro era uma atividade feita em lavanderia, porque o custo do tributo era baixo. Qualquer leitura do projeto vai ver que, primeiro ele prevê uma fiscalização, identificação dos jogadores, de quem ganhou o prêmio, controle online, real time (tempo real), ligado a orgãos do governo que possam exercer a fiscalização e, sobretudo, uma pesada taxação.
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