
“Você não pode ganhar uma corrida num Fusca 73 se o seu concorrente estiver numa Ferrari”. Assim, Sérgio Brito, 27 anos, resume a lógica da política de cotas das universidades públicas, responsável pelo salto que ele deu entre a escola estadual deputado Júlio Virgílio, na Ilha de Itaparica, e o curso de Música da Universidade Federal da Bahia (Ufba). “Não quero ser diferente nem melhor. Quero ser só mais um, que estuda, trabalha e pode ajudar a família”.
As cotas estão completando sete anos. Na Ufba, elas foram aprovadas pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) em abril de 2004 e implementadas no processo seletivo de 2005.
O sistema prevê que 36,55% das vagas sejam para quem cursou pelo menos um ano do ensino fundamental e todo o ensino médio em escola pública e se declare preto ou pardo; 6,45% para quem tenha estudado em escola pública e se declare de outra etnia e 2% para índios e descendentes. Informações do CORREIO.
Nenhum comentário:
Postar um comentário