sábado, 13 de novembro de 2010

Baianos casam menos e separam mais, aponta pesquisa do IBGE


Diante dos conflitos amorosos ou mesmo da dificuldade em assumir uma relação mais séria, os baianos estão se casando menos e se divorciando mais. Em 10 anos, o aumento no número de divórcios chega a 136%. Se em 1999 foram 4.544 divórcios, uma década depois foram 10.758, segundo dados do Estudo de Registro Civil, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Seguindo a tendência do estudo, quem não quer compromisso sério na relação é a técnica de enfermagem Tânia Silva, que foi casada por 10 anos e separou há seis. “Prefiro ficar velha sozinha do que casada e me estressando”. Há três anos, ela conheceu um novo companheiro, mas que sequer frequenta a sua casa. “Vai um dia, depois no outro quer dormir, no fim acostuma e quando a gente vê está morando junto”, brinca. Ele já propôs até noivado, mas ela não cede. “Eu quero é minha liberdade”.

Compromisso
Os dados sobre o número de casamentos na Bahia estão mais retraídos também. Foram realizados 58.502 matrimônios em 2008, enquanto em 2009 foram 57.526, uma queda de 1,67%. Cláudio Crespo, gerente de estatísticas do IBGE, acredita que o aumento no número de divórcios e o declínio do casamento se devem às mudanças nas configurações sociais, o papel da mulher no mercado de trabalho e o maior acesso das pessoas à Justiça. “A vida urbana moderna mudou estes padrões culturais”, salienta o estudioso.

Reflexo dessas mudanças, o autônomo Carlos Mendonça já até casou duas vezes, mas agora está sozinho. “Casamento nunca mais”, garante. Quando questionado o porque dessa aversão ao matrimônio, Carlos não titubeia: “É muito complicado”. Segundo ele, o término dos dois relacionamentos se deu por “incompatibilidade de gênios”. “As mulheres hoje não querem mais nada”, reclama.

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