
A eliminação na Libertadores de 2009 deu fim ao casamento entre Muricy Ramalho e São Paulo. O presidente Juvenal Juvêncio não segurou o treinador por mais um ano após o terceiro fracasso seguido do clube na competição continental. Afinal, este é até hoje o torneio mais importante para o Tricolor Paulista, que já foi campeão três vezes. Mas se na Libertadores a união entre treinador e time não vingou, é possível dizer que o casamento rendeu frutos importantes no Brasileiro: três títulos consecutivos, o que até então era inédito na história do futebol nacional.
Curiosamente, desde que os laços foram desfeitos, as duas partes caíram em um jejum que não estavam acostumadas: o de conquistas. Jorge Wagner, que foi para o São Paulo levado por Muricy, acha que a separação ocorreu na hora certa, pois outros fatores já estavam interferindo no trabalho do treinador no clube. E faz muitos elogios ao seu mestre.
- Era o momento de o Muricy sair. Ele estava há três anos tentando a taça da Libertadores, e já havia o desgaste com alguns funcionários e com parte da imprensa. Foi bom para ele, que respirou outros ares e hoje está no Fluminense. Ele ganhou muito e o São Paulo perdeu muito. A primeira vez que trabalhamos juntos foi no Internacional, e acho que a maior parte da minha carreira eu devo muito a ele, que me trouxe da Rússia, me adaptou a uma nova função na ala esquerda. Depositou toda a confiança no meu futebol. Depois me trouxe para o São Paulo - elogiou o meia, que ao fim do ano também deixará o time paulista para jogar no futebol japonês.
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