
O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, confirmou nesta quarta-feira, em Brasília, que não presidirá a instituição durante o governo da presidente eleita, Dilma Rousseff. Meirelles, que presidente o BC desde o início do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que a decisão de deixar o cargo é "pessoal", mas não confirmou a data de sua saída.
"Foi uma definição pessoal. Posso dizer que estou feliz e realizado, tenho recebido manifestações de apoio. Considerando o momento econômico que o Brasil está, é o adequado para encerrar a minha missão", afirmou. O presidente do BC também justificou a saída da presidência da instituição.
"É uma regra de boa prática de governança dos banco centrais que um presidente dessas instituições não fique mais do que dois mandatos na presidência, o que, no Brasil, coincide com o mandato de presidente da República", declarou.Henrique Meirelles não quis dizer por quem será substituído.
"O anúncio será feito pela presidente eleita ainda nesta quarta-feira, e seria indelicado da minha parte comentar notícias não confirmadas ou dar dicas sobre a escolha de Dilma", afirmou.
O presidente da autoridade monetária disse, no entanto, que ainda não tem planos para o futuro. "Tenho que completar minha missão, aí sim vou pensar nas alternativas. Brinco dizendo que meu pai aposentou-se aos 92 anos de idade e, seis meses depois, em conversa com ele, me disse que achou que havia tomado uma decisão prematura. Tenho ainda um bom tempo à frente", brincou.
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