sábado, 25 de junho de 2011

Sucesso nos 90, Deborah Blando volta a cantar depois de problemas de saúde


Era uma vez uma menininha italiana que, aos três anos de idade, ganhou um concurso de música e nunca mais parou de cantar. Ela veio para o Brasil, fez sucesso entre 1991 e 2002, vendendo mais de 5 milhões de discos, só que, de uma hora para outra, sumiu, parou de fazer aquilo de que mais gostava. Resumidamente, essa é a história de Deborah Blando, a loira de olhos muito azuis, 42 anos, que bombou na década de 90 com sucessos como “Innocence” e “Decadance avec Ellegance”, e que agora está ensaiando uma volta aos palcos.

“Meu último grande trabalho de repercussão foi com a trilha de abertura de ‘Chocolate com Pimenta’, em 2003. Depois disso, precisei dar um tempo e me afastar para resolver problemas pessoais”, lembra.

Sete tipos de remédios diferentes
Os problemas pessoais de Deborah começaram em 2005, quando ela foi diagnosticada com Síndrome do Pânico, passou maus momentos tomando remédios muito fortes que a tiraram do seu eixo e a fizeram, inclusive, ter problemas com a voz.

“Foi muito complicado porque uma hora me diagnosticavam com depressão, outra com Síndrome do Pânico, depois me disseram que era bipolar e me enchiam de remédio. Cheguei a tomar sete tipos diferentes de tarja preta, ao mesmo tempo. Acabei me perdendo de mim mesma, não sabia mais quem eu era e virei um robô. Era tanto remédio que minha voz acabou baixando dois tons”, conta ela que, nessa fase, em busca de respostas, acabou misturando remédios, bebida e até algumas drogas.

“Estava completamente perdida, não conseguia estudar, meditar, como fazia, e estava em busca de aceitação. Comecei a andar com pessoas que não tinham nada a ver e a fazer coisas que não combinavam comigo, como ir para a noitada, beber e até experimentar algumas coisas. Admito que experimentei, sim”, conta Deborah calmamente e lembrando que a luz no fim do túnel só apareceu quando ela conheceu uma psicanalista que começou a diagnosticar de fato quais eram seus problemas e a retirar o monte de remédios de sua prescrição.

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