segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Romário quer enquadrar Fifa: "daqui a pouco mandará mais que Dilma"


O ex-jogador e atual deputado federal Romário Faria (PSB- RJ), vice-presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, afirmou nesta segunda-feira que o governo brasileiro precisa se impor diante das exigências da Fifa para que a Copa de 2014 seja benéfica para o País e seja um evento acessível a todas as classes sociais.

"Se não colocar a Fifa no seu determinado lugar, daqui a pouco ela estará mandando mais que a nossa presidente (Dilma Rousseff) e a Copa vai ser do jeito que a Fifa quer, e não como a gente tem que fazer", afirmou Romário antes de participar de uma sessão na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.

O governo brasileiro e a Fifa discordam de alguns pontos presentes na Lei Geral da Copa, documento que contém as regras para a organização e a realização do evento. Um dos fatores trata da meia-entrada para estudantes e aposentados - a entidade máxima do futebol é contra esse direito nos jogos do Mundial.

Romário disse que vai fazer uma emenda parlamentar para que os idosos também se beneficiem da lei da meia entrada no Mundial de 2014 e que deficientes físicos tenham acesso livre aos jogos da Copa do Mundo. "A Lei Geral da Copa tem 46 artigos e chegou à nossa comissão na Câmara. Vou fazer algumas emendas, principalmente essas aí (para idosos e portadores de necessidade especial)", afirmou.

O ex-jogador disse ainda que a Fifa tem que fazer uma Copa no Brasil para todas as classes e, não só para a elite. Segundo o tetracampeão mundial em 1994, a entidade maior do futebol pode abrir mão de alguns milhões de dólares em nome de uma Copa "social".

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