segunda-feira, 20 de maio de 2013

Dirigentes do Flu temem que jovem desaparecido esteja morto

Dois dirigentes das categorias de base do Fluminense ouvidos pelo Terra trabalham com a forte hipótese de que Gabriel Costa (95), desaparecido desde quinta-feira, possa ter sido assassinado. Vários amigos próximos, nas redes sociais, já manifestaram luto pela especulada morte de Gabriel, 18 anos. O caso do desaparecimento foi levado a público pelo próprio Flu em nota oficial publicada na tarde desta segunda. O histórico complicado do volante é apontado como agravante.

“Ele foi eleito o melhor volante da Copa Carpina de 2011. Jogou muito, é excepcional. Mas depois entrou em um processo em que desaparecia e retornava um mês depois, na maior cara de pau, para pedir vaga no time titular. Aí o treinador não relacionava, ele sumia mais dois meses e depois voltava para pedir perdão”, conta um dirigente da base do Fluminense que pede para não ser identificado. Ele também relata dificuldades extracampo de Gabriel Costa – o jogador reside com a família em uma comunidade carente de Nova Iguaçu.

“O Gabriel sumia e quando a gente ia atrás, encontrava ele na comunidade bebendo cerveja. Tinha vários amigos traficantes. Era uma tragédia anunciada. Nós tentamos tirar ele de lá e colocar para morar na concentração, mas ele não quis. Preferiu as companhias dele, que são muito ruins”, acrescentou. Coordenador técnico do Fluminense, Ivan Proença foi designado para manter contato com a família de Gabriel, e dá mais detalhes sobre o histórico complicado do jogador.

“O clube tentou sempre acompanhá-lo de perto para dar disciplinas, uma rotina de treinamentos, mas ele vem de uma família carente, com muitos irmãos, e tudo isso dificulta. O clube nunca rompeu o contrato para tentar cada vez mais ajudá-lo. Se você rompe, coloca o jogador para os acontecimentos”, explica Ivan. Gabriel Costa também chegou a receber acompanhamento psicológico, mas as sessões não alteraram seu quadro negativo.

Ainda de acordo com Ivan Proença, “ele saiu de casa na quinta-feira e não regressou. Foi uma saída dele com os amigos, talvez para um pagode, e a família está à procura, tentando monitorar e aguardando. Do nosso conhecimento, ele não tinha envolvimento com drogas, com alguma coisa marginal, e sim amizades na comunidade. Nada pesado”.

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