terça-feira, 14 de maio de 2013

VÍDEO: Grupos condenam vídeo de suposto rebelde que "comeu" coração de soldado


A organização Human Rights Watch e a Coalizão Nacional da Síria, de oposição ao governo, condenaram um vídeo em que um combatente rebelde sírio, aparentemente, corta o coração de um soldado do regime e o come. 

“As agências de notícias internacionais e sites de mídia social têm circulado um vídeo no qual uma pessoa que afirma ser um membro dos rebeldes em Homs realiza um ato horrível e desumano”, disse a Coalizão Nacional. “A Coligação Síria condena veementemente este ato - se isso for confirmado como verdade. A Coalizão salienta que tal ato contraria a moral do povo sírio, assim como os valores e princípios do Exército Sírio Livre.” 

A organização de ativistas Human Rights Watch disse que o homem retratado no vídeo parecia ser de um grupo rebelde da província de Homs que atirou indiscriminadamente contra aldeias libanesas no início deste ano. “Não é o suficiente para a oposição da Síria condenar esse tipo de comportamento ou culpar a violência por parte do governo”, disse Nadim Houry, vice-diretor da Human Rights Watch para o Oriente Médio. “As forças da oposição precisam agir com firmeza para impedir tais abusos.” 

O vídeo mostra um homem identificado como Abu Sakkar, um suposto comandante da brigada Omar al-Farouq al-Mustakila, sobre o corpo de um soldado uniformizado. “Nós juramos por Deus que vamos comer seus corações e fígados, seus soldados de Bashar, o cão”, diz ele enquanto corta o coração na filmagem amadora colocada no YouTube. “Nós somos os heróis de Baba Amr”, diz ele, referindo-se a um reduto rebelde da cidade central de Homs, que foi arrasada pelas forças do presidente Bashar Assad.

O homem então se levanta, empunha sua espada em uma mão e o coração na outra e leva o órgão a sua boca antes de o vídeo terminar abruptamente. “A Coalizão da Síria reitera a sua condenação de tal ato e salienta que é um crime, independentemente do autor”, disse o grupo. “O culpado acabará sendo julgado em um tribunal diante de um tribunal honesto e justo.”

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