sábado, 3 de julho de 2010

Abatida e às lágrimas, Seleção aguarda hora de deixar África do Sul


Ao apito final do árbitro japonês Yuichi Nishimura, os brasileiros desmoronaram. Era o fim do sonho do hexa. O fim de uma longa jornada de trabalho, que fracassou na obcecada busca pelo título da Copa do Mundo. Ainda no gramado do estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, os jogadores caíram no choro.

Lágrimas persistirão reunidas até os jogadores e comissão técnica dispersarem em solo brasileiro, na madrugada de domingo. O voo fretado da Seleção chegará no Rio de Janeiro às 2h40, seguindo depois para a última parada em São Paulo, às 4h20.

Até lá, todos deverão ficar confinados no Protea Hotel Marine. De onde a delegação sairá para o aeroporto no meio da tarde deste sábado. A decolagem será às 17h (horário local, 12h do Brasil) com destino a Johannesburgo, onde é feita apenas a troca de aeronave para levantar voo de vez da África do Sul às 21h (16h do Brasil).

Será a continuação de um longo um calvário de abatimento. Após o jogo, o técnico Dunga foi um dos primeiros a sair para o vestiário. Reapareceu pouco depois na sala de entrevista. Abatido. E já contou o que tinha acabado de ver. "Se você entrasse no vestiário agora e visse a fisionomia do jogador, poderia entender melhor".

O clima nas quatro paredes fechadas da Seleção era, óbvio, dos piores. O primeiro jogador a sair foi Júlio César. De olhos inchados e cabisbaixo. Respondeu pacientemente todas as perguntas no caminho obrigatório entre os jornalistas até o ônibus. Perguntado se era um dos dias mais amargos de sua carreira, afirmou categoricamente que era "o mais".

Os demais jogadores demoraram aparecer. Ainda derramavam lágrimas no vestiário. O segundo membro da deleção a aparecer foi o diretor de comunicação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rodrigo Paiva. Avisou que os jogadores estavam por vir.

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