
Vai começar para valer a investida da candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff (PT), sobre a região Sul do país, lugar no qual ela apresenta seu pior desempenho na maior parte das pesquisas de intenções de votos. A coordenação de campanha de Dilma confirmou aos dirigentes petistas do Rio Grande do Sul que na próxima terça-feira (6) a candidata estará em Porto Alegre. A data é considerada o início da campanha porque, pelo calendário eleitoral, é a partir de então que os candidatos poderão realizar comícios e a propaganda eleitoral está permitida. Será a primeira visita de Dilma ao Rio Grande do Sul como candidata e também a primeira vez que ela fará no Estado o conhecido "corpo a corpo" - situação em que candidato faz campanha em locais de grande circulação de pessoas e conversa diretamente com os eleitores.
Nas visitas anteriores, a ex-ministra sempre participou de eventos fechados, com entidades empresariais ou, então, com movimentos que apoiam sua candidatura. Desta vez, ela terá uma agenda mais típica de candidata. O roteiro inicial prevê um ato com integrantes dos partidos que a apoiam no Rio Grande do Sul no final da manhã, na Esquina Democrática - tradicional ponto de eventos políticos e largamente utilizado por petistas no centro de Porto Alegre (encontro da Rua dos Andradas com a avenida Borges de Medeiros). Dali, Dilma seguirá caminhando até o Mercado Público, outro dos pontos mais tradicionais da capital gaúcha e pelo qual passam milhares de pessoas todos os dias. No Mercado, ela vai almoçar com o candidato do PT ao governo do Estado, Tarso Genro, e outras lideranças de partidos aliados.
Região disputada
Mesmo que as últimas pesquisas apontem diferenças significativas entre si no Datafolha, o candidato à presidência do PSDB, José Serra, cresceu 12 pontos no Sul entre os levantamentos de maio e junho, enquanto Dilma caiu 3%. Já o Vox Populi aponta crescimento de Dilma e estagnação de Serra na região e, o Ibope, crescimento de ambos. Petistas e tucanos consideram a região estratégica e já deram mostras disso. A última delas foi realizada durante os episódios que envolveram as negociações para a escolha e posterior retirada do nome do senador paranaense Alvaro Dias (PSDB) como vice de Serra.
O PT assegurou um palanque firme e possibilidade de outros no maior colégio eleitoral do País (São Paulo sozinho, detém 22,4% do eleitorado), onde a disputa é difícil. "Temos conseguido avançar na base de outros partidos não aliados e isso inclui o PMDB, o PTB e o DEM. A meta do PSDB de São Paulo era abrir de cinco a seis milhões de votos na nossa frente, mas isso não vai acontecer", afirmou o presidente do PT paulista, Edinho Silva. Apesar das rusgas regionais, petistas e peemedebistas também garantiram votos para a chapa presidencial no segundo e no quarto maiores colégios - Minas Gerais, com 10,7% do eleitorado, e Bahia, com 6,9%, respectivamente e no Rio de Janeiro, terceiro maior concentrador de votos, com 8,5%, confiam na consistência da aliança.
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