
Destaque do Corinthians pelo segundo jogo consecutivo do Brasileiro, o goleiro Júlio César já cria nos corredores do Parque São Jorge a expectativa de que pode substituir Felipe e frear a chegada do paraguaio Aldo Bobadilla. Aos 25 anos, ele é a nova tentativa de repetir o efeito Ronaldo, goleiro corintiano formado em casa que foi titular por 11 temporadas.
"Ele é um jogador em que todos os goleiros da base se espelham. Todos querem fazer perto do que ele fez e conquistou no Corinthians", lembra Júlio César, fazendo menção a Ronaldo. Dida, outro grande goleiro corintiano, também é citado por ele como referência, bem como o palmeirense Marcos.
Membro mais antigo do elenco do Corinthians, Júlio subiu de vez aos profissionais em 2005 logo depois de conquistar o bicampeonato da Copa São Paulo. Desde então, teve chances rápidas para repetir o efeito Ronaldo, mas nunca ganhou, de fato, uma oportunidade concreta. É o que ele espera dessa vez.
"Até hoje não me firmei porque não tive uma oportunidade real. Hoje estou tendo e mostro que posso ser titular. Pela confiança do Mano, da diretoria, acho que a oportunidade é agora", lembra Júlio César, que chegou a atuar com regularidade na Série B, em 2008, quando Felipe foi afastado pela comissão técnica, mas logo voltou para o banco.
"Hoje tenho mais confiança, maturidade. Já fiz jogos difíceis, inclusive de Libertadores, e agora tenho a cabeça melhor", acredita ele. Desde que foi promovido, viu o Corinthians contratar nomes como Sílvio Luiz, Johnny Herrera e o próprio Felipe, além de apostar em pratas da casa que fracassaram, casos de Tiago, Marcelo e até Rafael Santos, ainda mantido no elenco.
"O método de trabalho era esse, buscar outro goleiro. Não é desconfiança em mim. Outros subiram comigo e não ficaram, também. Agora cabe a mim, e quem subir mais pra frente, mostrar que pode jogar", recorda Júlio César, que tem índices expressivos neste ano.
Titular do Corinthians em seis jogos, ele saiu quatro vezes sem ser vazado. Nem Felipe, que esteve em 26 partidas na temporada, repetiu duas partidas sem sofrer gol, o que Júlio César acaba de conseguir pela segunda ocasião em 2010.
"Me sinto à vontade. A titularidade não cabe só a mim, mas desejo muito e busco há muito tempo". Provavelmente, é a última chance dele, há seis anos no elenco profissional e com 25 de idade.
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