segunda-feira, 5 de julho de 2010

ONG aponta morte de 59 jornalistas em todo o mundo no primeiro semestre


Com 59 jornalistas mortos no exercício da profissão no correr dos primeiros seis meses do ano, contra 53 em 2009, os meios de comunicação pagaram um grande tributo às guerras e conflitos internos, informou a ONG Campanha Emblema de Imprensa (PEC).

Por continentes, a América Latina detém o recorde de jornalistas assassinados em seis meses (24 no total), seguida da Ásia (14). A África apresenta uma preocupante tendência em alta (9), constata a PEC.

Mortes por país

Os países mais perigosos para os jornalistas foram o México, com nove profissionais mortos, Honduras (8), Paquistão (6), Nigéria (4) e Filipinas (4), segundo esta ONG com sede em Genebra e que milita a favor de uma melhor proteção dos jornalistas nas zonas de conflito.

Outros três jornalistas morreram na Colômbia, três na Rússia, dois na Venezuela, Iraque, Nepal e Tailândia.

Um jornalista morreu em cada um dos seguintes países: Afeganistão, Angola, Bangladesh, Brasil, Bulgária, Camarões, Chipre, Equador, Israel, República Democrática do Congo (RDC), Ruanda, Turquia, Somália, Iêmen.

As causas de todas as mortes são variadas, mas os profissionais foram particularmente vítimas da guerra entre traficantes de drogas.

O número de jornalistas não deixou de aumentar nos últimos anos. Em 2009, a PEC contabilizou 122 jornalistas mortos, contra 91 no ano anterior. A relação de vítimas completa está no site da ONG.

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