Um mês e nove dias após o fim das eleições para deputado estadual, a baixa produtividade da Assembleia Legislativa da Bahia permanece igual a do início da campanha eleitoral, quando apenas um projeto de lei foi aprovado e o índice de frequência dos deputados estaduais foi de apenas 40%. Entretanto a baixa produção, dos 63 parlamentares não foi motivo para que eles deixassem de receber os R$ 12 mil a que têm direito mensalmente.
Entre julho e setembro, estavam previstas 54 sessões na Assembleia Legislativa, porém, 48 foram encerradas por falta de quórum.
Por causa da letargia, projetos importantes estão estacionados nas prateleiras. O maior exemplo é a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e que está desde maio parada na Assembleia. A demora foi tanta que o governo encaminhou, em setembro, o orçamento para votação, mas a LDO precisa ser aprovada primeiro.
Outro caso é o polêmico projeto de privatização dos cartórios, que chegou à Assembleia em 2009 , mas ainda não foi aprovado. O único projeto que se salvou foi a proposta de extinção da tarifa de assinatura telefônica, aprovada em agosto após intensa pressão do deputado Álvaro Gomes (PCdoB), autor da peça.
De acordo com o presidente da Casa, Marcelo Nilo (PDT), o fato é normal em anos eleitorais e só tiveram o ponto cortado os deputados que faltaram aos dias de votação. Como só houve uma votação, o impacto no bolso dos parlamentares não foi significativo.
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