
Apesar de ter crescido o equivalente a duas vezes a arrecadação da CPMF, a receita do governo federal ao longo do governo Lula não foi utilizada para aumentar o gasto em saúde. Nesta década, o gasto no setor apenas oscilou em torno de uma mesma média. As informações são de reportagem publicada na manhã deste sábado pelo jornal “Folha de S. Paulo”.
Segundo o jornal, em 2011, o Tesouro Nacional deve absorver 24% da renda nacional por meio de impostos, taxas, contribuições e outras fontes. No primeiro ano de mandato de Lula, esse número era de 21%.
Ao longo da década, elevaram-se o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), mas os maiores ganhos vieram da expansão da renda, da formalização de empregos e de empresas.
Porém, enquanto o governo petista aumentou os investimentos em programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, as verbas para a saúde permaneceram estáveis, em um valor em torno de 1,7% do PIB (Produto Interno Bruto).
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