
O ex-prefeito de Buerarema, Orlando Filho (PSDB), partiu para o ataque logo após depor na Polícia Federal na manhã dessa quinta-feira(09). Acusado de participar de um esquema de compra de votos que teria beneficiado as candidaturas de Jutahy Jr. (PSDB) e Cláudia Oliveira (PTdoB), Orlando descarregou toda a munição no juiz eleitoral local, Antônio Hygino, em entrevista ao site Pimenta na Muqueca.
Segundo o ex-prefeito, Hygino resolveu persegui-lo. "No dia da eleição, colocaram a Polícia Federal em cima de mim e não acharam nada. Trata-se de uma perseguição inaceitável, absurda. Ele solta os bandidos da cidade e resolve prender pessoas de bem", disse,se refererindo à soltura de 19 detentos da cadeia pública local.
Filho disse que foi acordado por volta das cinco e meia da manhã. “Parecia que eu estava sendo preso. Não é verdade. Fui prestar depoimento na polícia”,
Orlando diz acreditar numa orquestração contra ele e acusa o magistrado de nutrir “raiva, rancor, ódio”. “Quem entende um pouco de direito, sabe que bastaria uma intimação para depor. Mas não foi isso o que ocorreu. Ele quer me fazer passar por constrangimento, quer me desmoralizar”.
O ex-prefeito observa que é servidor público federal, tem advogado e residência fixa. “Não devo nada e essa situação é inaceitável. Bastava me intimar e eu iria à polícia depor”.
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