
O Complexo Policial de Feira de Santana poderá ter presos transferidos após uma autorização judicial. O movimento ocorre depois que o Sindicato dos Policiais Civis (Sindipoc) se reuniu com o chefe interino da Coordenadoria Regional da Polícia Civil, Madson Sampaio, para pedir que a carceragem do local fosse interditada por falta e condições de abrigar presos.
Os policiais exibiram ao coordenador fotos com as condições das celas, que oprime 169 pessoas onde caberiam apenas 36. Nas imagens, os presos se amontoam em um espaço sem higiene e cuidados básicos. O delegado reconheceu que a situação do local é delicada, mas não viu nenhuma solução imediata que não passe pelos esforços do Governo do Estado.
“A solução a longo prazo, basicamente, é a construção de presídio, porque nós não vamos parar de prender bandidos em Feira de Santana”, declarou ao Jornal da Manhã, da TV Bahia. Ele também assumiu o risco de haver uma nova rebelião, como aconteceu no último mês e janeiro, uma vez que os policiais também entregaram a custódia dos presos, trabalho que segundo eles deve ser feito por agentes carcerários estaduais concursados.
Outra solução possível para desafogar as cadeias seria acelerar o julgamento de presos que já cumpriram sua pena, o que tiraria muita gente de trás das grades. Entretanto, o juiz Fred Lima, da Vara do Júri, alega que não tem como fazer este trabalho porque está sobrecarregado. Além dos processos criminais, o magistrado diz que acumula outras duas varas atualmente em substituição a colegas que estão de férias. Diante dos poucos servidores de que dispõe, acelerar o julgamento de processos se torna tarefa impossível.
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