segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Grupo envia carta a Dilma contra "superpoderes" da Fifa


Em repúdio ao projeto da Lei Geral da Copa, que prevê alterações nos direitos dos consumidores por conta da realização do Mundial de 2014, no Brasil, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) enviou, nesta segunda-feira, uma carta de protesto à presidente da República, Dilma Roussef, ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso e ao ministro dos Esportes, Orlando Silva Junior. O grupo condena que o País esteja disposto a "flexibilizar" leis para dar "superpoderes" para a Fifa.

Segundo a entidade, a iniciativa do governo conflitaria com direitos, garantias e princípios expressamente previstos no Código de Defesa do Consumidor. "A aprovação do projeto, além de levar a uma norma com significativo potencial de inconstitucionalidade, extrapola a própria lógica de preservação da ética e da boa-fé nas relações de consumo", afirma Guilherme Varella, advogado do Idec.

Na visão dos instituto, as últimas declarações públicas do governo apontariam para o afastamento de direitos historicamente conquistados pelos consumidores brasileiros, como o Estatuto do Idoso, o Estatuto de Defesa do Torcedor e para as leis estaduais de meia-entrada para estudantes.

O Idec defende que a possível flexibilização de direitos sociais para atender à excepcionalidade de uma Copa do Mundo, além de ir contra direitos assegurados pela Constituição, significa um retrocesso na defesa dos consumidores brasileiros.

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