
Laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, do Rio de Janeiro, aponta que não foram encontrados vestígios de pólvora nas mãos do jogador Adriano, do Corinthians, e da estudante Adriene Ciryllo Pinto. Na véspera do Natal, ela foi atingida por um tiro acidental na mão e acusou o atleta de ter feito o disparo. Posteriormente, mudou a versão e confessou que era ela quem brincava com a arma no momento do incidente.
Apesar da negativa, o delegado titular da 16ª DP (Barra), Fernando Reis, responsável pelo caso, afirma que não há dúvidas sobre a segunda versão da jovem. Ele é respaldado pelo diretor Polícia Técnica e Científica, Sérgio Henriques, que diz que é possível que os resíduos tenham se acumulado nas roupas e em outros objetos que estivessem perto da arma.
Nenhum dos envolvidos no caso será indiciado. Segundo o delegado Fernando Reis, embora Adriane tenha mentido em um primeiro momento, ao confessar a autoria do disparo ela se faz valer de um dispositivo da lei denominado arrependimento eficaz. Com isso, a jovem não responderá pelo crime de denunciação caluniosa, que tem pena prevista de dois a oito anos de prisão.
Já o policial reformado Júlio César Barros de Oliveira, que dirigia o veículo do atacante na ocasião, devera somente ser alvo de uma sindicância da Polícia Militar, que irá apurar se houve negligência no uso e armazenamento da arma.
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