terça-feira, 30 de outubro de 2012

Dinamite nega união com Eurico e assume futebol do Vasco

O presidente do Vasco da Gama, Roberto Dinamite, convocou uma entrevista para se defender das notícias e acusações da torcida de que estaria entregando o futebol do clube ao antigo adversário político Eurico Miranda e demais cobranças em relação à queda de rendimento do time na temporada. Segundo ele, não há qualquer possibilidade de união com o ex-presidente vascaíno.



"É um negocio que realmente incomoda. Minha relação com o ex-presidente do clube é meramente institucional. Ele detém a presidência do conselho dos beneméritos e tem poder dentro do clube. Ele tem a visão dele, e eu a minha", explicou.

"As pessoas falam que o Roberto está junto ao Eurico, mas não existe qualquer possibilidade de se estreitar relação. Sou uma pessoa simples, mas os meus valores são fortes. Uma coisa é institucional, outra pessoal. O que passei com meu filho jamais vou esquecer", disse Dinamite, que foi expulso da tribuna de honra do Estádio São Januário por Eurico durante uma partida no ano de 2002.

"Houve uma disputa muito grande para eu chegar ao poder. Não existe nada hoje que me coloque ao lado do ex-presidente. Se eu quisesse, isso teria acontecido lá atrás. Quem está falando isso é mentiroso", completou Dinamite, sem mencionar o nome de Eurico Miranda em nenhum momento.

Uma das maiores cobranças que o atual presidente vascaíno teve de responder foi em relação à saída do diretor de futebol Rodrigo Caetano, no final do último ano, que depois se transferiu ao Fluminense, hoje líder isolado do Campeonato Brasileiro.

"Nós tentamos segurar o Rodrigo. Hoje ele é o que é porque o Vasco deu a condição para acertar e errar. Ele não acertou em todas. Mas ele é um diretor bom. Ele teve proposta de outros clubes em um primeiro momento, mas tivemos entendimento e ele permaneceu. No fim do ano, ocorreu nova conversa sobre interesse de outro clube", relembrou.

"No dia conversamos por cinco horas com ele traçando os planos do Vasco. Uma rádio anunciou que ele estaria saindo. Foi passado isso, perguntei para ele, ele disse que não", lembra o presidente. "Mas depois disso, meia hora depois, ele se achou cansado, esgotado e achou sem condição de prosseguir. No segundo momento já não foi a parte financeira só. Ele disse que queria dar um tempo. Por isso nem fizemos uma proposta."

No mês passado, o vice-presidente de futebol José Hamilton Mandarino, amigo pessoal de Caetano, também anunciou a saída do Vasco. Dinamite disse que já tem um nome para o cargo, mas ele não pode assumir por problemas de saúde. Com isso, o presidente fica também no posto pelo menos até o fim do ano e vai trabalhar diretamente na questão da permanência dos principais jogadores para 2013 e contratação de reforços.

"Estamos trabalhando em relação a 2013. Claro que em todo clube é preciso olhar para qualificar. Alguns jogadores a gente vai fazer de tudo para que permaneçam, outros não. Coisa normal de qualquer clube. Sempre para termos uma equipe competitiva", opinou.

Dinamite vem recebendo cobranças da torcida por ter deixado o meia-atacante Diego Souza, o volante Rômulo e o lateral direito Fagner saírem da equipe em meio ao Campeonato Brasileiro, o que acabou por tirar a força do elenco, que deixou o G-4 com cinco derrotas seguidas nos últimos jogos.

"Falei que a saída do Diego Souza não seria boa, mas ele já tinha um contrato firmado e optou por sair. O presidente tem um limite até onde pode chegar. A permanência do jogador é importante quando ele também pensa desta forma", explicou Dinamite, que negou ter recebido 1,6 milhão de euros (cerca de R$ 4,2 milhões) que o Al Itihad deveria pagar.

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