quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Decisão do caso ‘Máfia do Apito’ é adiada

Nesta quinta-feira, três desembargadores se reuniram no Tribunal de Justiça de São Paulo para definir o futuro do caso “Máfia do Apito”, escândalo de manipulação de resultados ocorrido em 2005 que indiciou sete pessoas pelos crimes de estelionato e formação de quadrilha. Dos três, dois votaram a favor do arquivamento do caso. Porém, mais uma vez, houve o pedido de adiamento da decisão, que deverá ser retomada na próxima semana.

A audiência reuniu três desembargadores – Fernando Miranda, Francisco Menin e Cristiano Kuntz – que votariam pelo prosseguimento do caso ou pelo seu arquivamento. Na semana passada, Miranda já havia votado em favor da segunda opção. Nesta quinta, Menin acompanhou o seu companheiro, com argumentos parecidos.

Mesmo com dois votos a zero em favor do arquivamento do processo, o terceiro desembargador, Cristiano Kuntz, pediu o adiamento da audiência.

- Não quero julgar sem antes examinar os altos do processo – disse.

O Ministério Público, por meio do procurador Arnaldo Hossepian, afirmou que ainda acredita que o caso possa ter o seu resultado invertido, já que os votos poderão ser mudados na próxima audiência.

Por ora, a “Máfia do Apito” caminha para o arquivamento, já que dois dos três desembargadores já manifestaram que os crimes praticados não estão previstos no código penal.

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