sábado, 2 de outubro de 2010

Desorganizada, CBF aplica punição confusa a árbitros


Ao afastar temporariamente três juízes e cinco assistentes de seu quadro, a Comissão Nacional de Arbitragem da CBF (Conaf) evidencia que importantes aspectos de seu trabalho são tratados desordenadamente. Os critérios para os ganchos são obscuros, enquanto a "reciclagem" dos punidos não segue claras diretrizes - fatores que, inclusive, causam velada insatisfação em parte da categoria.

Na quinta-feira, a CBF anunciou o afastamento por 20 dias de oito membros de seu quadro, segundo relatórios de observadores e da Comissão de Análise, no caso de protestos dos clubes. Os árbitros foram punidos por descumprimento da regra 12, referente a faltas e infrações. Os assistentes, devido à regra 11, a do impedimento.

No entanto, ambos os pontos foram desrespeitados em diversas oportunidades no Brasileirão, sem que sanções declaradas fossem aplicadas. Em certos casos, os erros foram mais graves do que os punidos. Procurado pela reportagem do LANCENET!, o presidente da Conaf, Sérgio Corrêa, não foi encontrado para explicar a diferença de tratamento.

Por recomendação da CBF, árbitros e assistentes não quiseram dar entrevistas. Porém, segundo apurou a reportagem, a punição não foi bem recebida por parte dos afastados. A queixa é comum: não entendem o porquê de outros membros do quadro não terem sido punidos até então.

- Está chegando a reta final do Brasileirão e ele (Sérgio Corrêa) está preocupado em aprimorar, qualificar e capacitar - explicou Francisco Domingos da Silva, diretor da Comissão Estadual de Arbitragem de Pernambuco (CEAF-PE).

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